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18/03/2010 - 17h09

Defesa alega que transferir Arruda para penitenciária seria crueldade

BRASÍLIA - O advogado Nélio Machado, responsável pela defesa do governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), disse hoje que não há justificativas para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decida pela transferência do seu cliente para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Segundo ele, essa seria uma atitude com requinte de crueldade. O advogado confirmou que pretende usar a saúde de Arruda como argumento para conseguir a prisão domiciliar dele. "Não há justificativas (para que Arruda seja encaminhado à Papuda), a não ser que isso faça parte de um saco de maldades com requinte de crueldade", disse Machado. "Não acredito que o procurador-geral da república (Roberto Gurgel) vá fazer isso", completou.

O advogado destacou que usou a saúde do governador e a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para argumentar que a prisão é desnecessária. "O quadro de saúde dele é real. Eu não pretendia pedir sua prisão domiciliar (sob esse pretexto). Mas depois de tomar conhecimento sobre os seus problemas de saúde julgamos necessário oferecer pedido alternativo ao tribunal, para que ele possa ter sua recuperação em um ambiente mais adequado", afirmou.

Arruda está em repouso no Hospital das Forças Armadas, depois ter sido submetido a um cateterismo no início da manhã. Segundo a Polícia Federal, se não surgirem problemas, ele retornará ainda hoje à superintendência do órgão, onde está preso desde o dia 11 de fevereiro. Hoje, os advogados do ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) Haroaldo Brasil de Carvalho, preso preventivamente por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção no DF, entraram com novo pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja concedida prisão domiciliar ou as mesmas condições oferecidas ao governador licenciado.

Haroaldo teve a prisão preventiva decretada junto com Arruda e outras quatro pessoas acusadas de tentar corromper uma testemunha da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

A defesa alega que Haroaldo, embora seja portador de diploma de curso de nível superior, não está preso em cela especial. Ao contrário, sustenta, que está em uma "masmorra". Lista ainda os benefícios a que Arruda tem direito, como visita diária da esposa, alimentação especial e atendimento médico, enquanto Haroaldo vive "situação de constrangimento pessoal".

(Agência Brasil)

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