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18/03/2010 - 16h29

DIs recuam e movimentam R$ 570 bilhões após Copom

SãO PAULO - Os contratos de juros futuros voltaram a registrar recorde de negócios nesta quinta-feira, pós-decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Como disse o sócio da Oren Investimentos, Jacob Weintraub, o mercado se ajustou à decisão. Quem errou o resultado, correu para zerar posições e quem acertou, colocou o ganho no bolso.

Weintraub atribui o grande volume dos últimos pregões à acentuada divisão de opinião que cercou essa reunião do comitê. A falta de consenso também existiu dentro do próprio colegiado, já que a manutenção da Selic em 8,75% foi garantida por 5 votos pela estabilidade contra 3 pela elevação em 0,5 ponto percentual.

Antes do ajuste final de posições foram negociados 5.913.205 contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), novo recorde histórico, que supera os 4.544.750 registrados ontem. O volume negociado hoje equivale a R$ 570,5 bilhões (US$ 232,41 bilhões).

Na Bolsa de Mercadorias de Futuros (BM & F), o contrato para abril de 2010, que precifica de forma mais intensa o encontro de ontem, girou 3,14 milhões de contratos (R$ 313 bilhões). O vencimento apontava queda de 0,18 ponto a 8,62%. Julho de 2010 perdeu 0,16 ponto, a 9,11%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 cedeu 0,18 ponto, a 10,27%.

Entre os mais longos, que chegaram a operar em alta pela manhã, o vértice janeiro de 2012 marcava 11,55%, baixa de 0,06 ponto. Destoando, janeiro de 2013 caía 0,02 ponto, a 11,94%.

Weintraub, que trabalhava com a estabilidade da Selic, aponta que o Banco Central pode se dar ao luxo de esperar mais um mês, pois além da retirada de estímulos fiscais e monetários, como o compulsório, o período de 40 dias até a próxima reunião não é algo tão relevante quando se trata de política monetária. "O BC ganha tempo para reavaliar quais os motivos que levaram a essa alta da inflação no começo do ano", pondera.

Passado o ajuste, o especialista acredita que a curva futura passará a trabalhar de forma mais estável, com alguma precificação de alta em abril. "Mas se a inflação arrefecer, o mercado vai trabalhar novamente com chance de manutenção." Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 2 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), a R$ 8,3 bilhões. Também foram colocadas 3,3 milhões de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), a 2,6 bilhões e 1 milhão de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), a R$ 911 milhões. Ainda foram resgatadas 20 mil NTN-Fs.

(Eduardo Campos | Valor)

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