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18/03/2010 - 08h51

Premiê grego reforça pedido de apoio de parceiros europeus

SÃO PAULO - O premiê grego George Papandreou repetiu nesta quinta-feira que Atenas pode recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se os europeus não concordaram em ajudar o país no encontro que acontece na próxima semana.

Ao comparecer no Parlamento Europeu, o primeiro-ministro insistiu que não quer dinheiro de seus sócios europeus, mas que os representantes da União Europeia aprovem um pacote de possíveis empréstimos na reunião que acontece no fim da semana que vem.

Segundo Papandreou, pode ser que o mecanismo não seja nunca utilizado, mas o fato de ele existir pode ser suficiente para que os mercados se acalmem, permitindo ao governo grego financiamento para sua dívida em melhores condições.

Ele voltou a reforçar que a Grécia não está pedindo dinheiro dos contribuintes e trabalhadores europeus e sim um "apoio político forte" para levar adiante as reformas adotadas e o respaldo dos integrantes da zona do euro para não ter que pagar "mais do que o necessário" no financiamento da dívida.

Ontem, Papandreou recusou-se a descartar a possibilidade de Atenas buscar assistência no FMI se os europeus não oferecerem ajuda. "Temos de manter todas as opções sobre o que é possível. Certamente, preferimos uma solução europeia", afirmou Papandreou. "Se precisamos de assistência, esperamos que a União Europeia possa responder a isso, o que seria a melhor opção", reforçou.

Ele também considerou existir "chance zero" de a Grécia deixar a zona do euro, afirmou ontem o premiê grego George Papandreou, após a chanceler alemã Angela Merkel sugerir que os países deveriam ser expulsos da área do euro "em última instância" se desrespeitassem as regras financeiras repetidamente.

Ainda na quarta-feira, a Comissão Europeia afirmou que o bloco europeu está pronto para ajudar Atenas a superar seus problemas financeiras, mas não deu mais detalhes de como isso poderia ocorrer. "A Comissão Europeia está trabalhando ativamente com os Estados membros da zona do euro para desenvolver um mecanismo de assistência coordenada", comentou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Para ele, a situação na Grécia deu uma acalmada depois de o déficit orçamentário do país causar temores de um default e gerar tensões na região do euro.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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