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19/03/2010 - 11h58

Após forte ajuste, DIs curtos operam estáveis

SÃO PAULO - Passado o ajuste promovido por uma das mais acirradas reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado de juros futuros apresenta pouca oscilação nesta sexta-feira. Os contratos de prazo mais curto, que caíram de forma acentuada ontem, registravam estabilidade. Já os longos acumulavam prêmio de risco.

O volume também é menor: até as 11h40, foram negociados 730 mil contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Ontem, o montante já passava de 2 milhões, o que acabou garantindo novo recorde de negócios com 6,09 milhões de ativos transacionados ao fim da jornada.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o DI para abril marcava estabilidade, a 8,62%. Julho de 2010 também não tinha oscilação, apontando 9,11%. E Janeiro de 2011 perdia 0,01 ponto, a 10,27%.

Já entre os vencimentos mais longos, janeiro de 2012 subia 0,04 ponto, a 10,27%. Janeiro 2013 subia 0,05 pontos, a 11,98%. Janeiro 2014 também ganhava 0,04 ponto, a 12,12%.

Para o diretor de gestão da Meta Asset Management, Henrique de La Rocque, os vencimentos até janeiro de 2011 devem mesmo ficar sem grande movimentação à espera de novos índices de inflação e da ata do Copom.

Atualmente, diz o especialista, já se trabalha com duas altas de 0,5 ponto percentual, um em abril e outra em junho. "Não tem muito erro nisso depois do placar de 5 a 3 na reunião do BC." Na quarta-feira, o colegiado manteve a Selic estável em 8,75% por 5 votos à favor e 3 contra. Para De La Rocque, a chance de uma alta de 0,25 ponto ou 0,75 ponto é muito pequena. Além disso, os 3 diretores que votaram pelo 0,5 ponto não devem mudar seus votos.

"Agora, tudo isso tem como base o cenário de hoje. Vale lembrar que temos 40 dias até a próxima reunião", pondera o especialista.

De La Rocque observou que a possibilidade de surpresas positivas com a inflação é pequena e, portanto, a chance de nova manutenção da Selic em 8,75% ganharia força no caso de uma deterioração muito acentuada de cenário externo, notadamente envolvendo a Grécia ou outros países da zona do euro.

Olhando agora para os vencimentos de prazo mais dilatado, o acúmulo de prêmios do vértice janeiro de 2012 em diante é visto com naturalidade pelo especialista. Como o Banco Central " atrasou " o aperto monetário, a curva passa a trabalha com a possibilidade de um ciclo mais intenso. "Mas hoje também tem um pouco de cenário externo precificado na curva. Encaro os DIs longos mais como ativos de risco, sem grande relação com política monetária." (Eduardo Campos | Valor)

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