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19/03/2010 - 20h17

MP diz que doleiro não citou Bancoop e Vaccari em depoimento

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) informou hoje que o material que recebeu da Procuradoria-Geral da República (PGR) e que serviu de base para denunciar o doleiro Lúcio Bolonha Funaro por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro em 2008 não menciona o ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT.

De acordo com a Procuradoria, segundo os depoimentos de Funaro, ele e Batista se utilizaram da empresa da Garanhuns Empreendimentos para dissimular a transferência de R$ 6,5 milhões da agência de publicidade SMP & B, de Marcos Valério, ao antigo Partido Liberal (PL).

"São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010", diz a nota do MPF-SP.

A nota informa que a procuradora Anamara Osório Silva, autora da denúncia oferecida em junho de 2008 e que levou à ação penal que tramita na Justiça contra Funaro e seu sócio, José Carlos Batista, não pode confirmar se o depoimento concedido por Funaro em Brasília se deu por delação premiada.

Ontem, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado que investiga as organizações não governamentais (ONGs), convocou Vaccari para depor na próxima terça-feira, sobre denúncias de irregularidades na aplicação de recursos de fundos de pensão públicos pela cooperativa.

Também foram convocados o promotor de Justiça José Carlos Blat, responsável pela investigação do caso pelo MPF-SP, Funaro e Hélio Malheiro, que denunciou desvio de dinheiro da cooperativa para financiamento de "caixa dois" de campanhas eleitorais.

(Agência Brasil)

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