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24/03/2010 - 18h17

Abimaq prevê que Índia será uma das maiores fornecedoras de máquinas

SÃO PAULO - Impulsionada por uma robusta política industrial, a Índia deve se tornar, dentro de três anos, uma das principais fornecedoras da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. A previsão foi feita hoje por Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos). Atualmente, Nova Délhi ocupa apenas o décimo lugar, mas vem numa trajetória ascendente. As exportações indianas ao Brasil, no primeiro bimestre de 2010, cresceram 200% em relação ao mesmo período do ano passado. Passaram de US$ 25,30 milhões para US$ 75,66 milhões em valores FOB (free on board), que consideram o preço da mercadoria no porto do país de origem.

"Hoje, a Índia está igual a China era há cinco anos atrás. Em no máximo três anos, eles estarão entre os maiores exportadores de máquinas e equipamentos ao Brasil", previu Aubert. O presidente da entidade também destacou que a China irá ultrapassar a Alemanha e alcançar dentro de três meses a segunda posição no ranking de exportadores para o setor fabricante de bens de capital mecânico.

As compras de máquinas e equipamentos chineses nos dois primeiros meses do ano totalizaram US$ 402,52 milhões, um avanço de 53,6% na comparação com o primeiro bimestre de 2009. As importações da Alemanha, por sua vez, tiveram um aumento de 1%, para US$ 416,14 milhoes, enquanto as dos Estados Unidos, maior fornecedor estrangeiro ao Brasil nesse setor, recuaram 12,6%, para US$ 823,28 milhões.

"Com o câmbio valorizado e os altos tributos aplicados no país, estamos cada vez mais perdendo mercado lá fora. O resultado disso será um crescimento contínuo no déficit da balança comercial do nosso setor", assinalou Aubert. No bimestre, o saldo negativo está em US$ 2,1 bilhões, uma alta de 15% sobre igual intervalo de 2009 (US$ 1,8 bilhão).

(Fernando Taquari | Valor)

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