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24/03/2010 - 10h12

Bolsas da Europa recuam, após corte da nota da dívida de Portugal

SÃO PAULO - As principais bolsas europeias operam em queda nesta quarta-feira, após a nota da dívida soberana de Portugal ser rebaixada pela agência Fitch Ratings para " AA- " , com perspectiva negativa. A agência considerou que o valor do crédito do país se deteriorou diante de um choque fiscal necessário em meio a fragilidades macroeconômicas e estruturais. Além disso, os agentes observavam os últimos acontecimentos relativos à Grécia. Eles analisavam, por exemplo, a afirmação do ministro da Economia da Alemanha, Rainer Bruederle, de que o governo permanece contra o pagamento do auxílio financeiro à Grécia. Ele sugeriu ainda a necessidade do envolvimento do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na visão dele, os contribuintes alemães não ficariam contentes em respaldar a Grécia e defendeu que a União Europeia elabore assim que possível uma série de sanções contra potenciais transgressores da Carta europeia.

Também está sendo levada em conta nesta sessão a pesquisa divulgada hoje pelo instituto Ifo, que diz que o clima dos negócios para a indústria e o comércio na Alemanha melhorou de forma significativa em março.

O indicador de clima de negócios ficou em 98,1 em março, em comparação com os 95,2 registrados no mês anterior. O resultado ficou acima da previsão de alguns economistas, que esperavam leitura de 95,9. Os investidores receberam ainda os resultados da pesquisa sobre encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, que cresceram 0,5% em fevereiro. Foi o terceiro aumento mensal consecutivo do indicador, segundo o Departamento do Comércio do país.

Há pouco, o londrino FTSE-100 cedia 0,20%, aos 5.662 pontos. Já o CAC-40, de Paris, tinha retração de 0,52%, aos 3.932 pontos. Por fim, o DAX operava com estabilidade, aos 6.017 pontos. Os bancos reverteram os ganhos obtidos no início da sessão e estavam entre os destaques de baixa. Na outra ponta, se sobressaia Q-Cells, que, há minutos, avançava mais de 7%. A empresa espera que as vendas este ano somem entre 1 bilhão de euros e 1,2 bilhão de euros e aguarda uma " significativa " melhoria na receita operacional. (Karin Sato | Valor, com agências internacionais)

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