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24/03/2010 - 18h10

Cemig e Light construirão hidrelétrica no Paraíba do Sul

RIO - A união entre Cemig e Light na implementação de novos projetos começará a ficar mais clara a partir do segundo semestre, quando a empresa fluminense lançará o edital para construção de uma hidrelétrica no Rio Paraíba do Sul, na cidade de Itaocara, com potência de 200 megawatts. O empreendimento conjunto entre as duas companhias tem custo estimado de R$ 1 bilhão.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o presidente da Cemig, Djalma de Morais, estiveram hoje no Rio de Janeiro, onde encontraram o presidente da Light, Jerson Kelman, indicado para o cargo depois que a empresa mineira assumiu o controle da distribuidora fluminense. Aécio confirmou que a Light vai antecipar investimentos para evitar ocorrências como os recentes apagões na área de concessão da empresa. Questionado a respeito, o presidente da empresa, Jerson Kelman, ressaltou que deverá haver alta nos valores investidos pela companhia este ano, mas a definição dos valores só acontecerá depois da reunião do Conselho da companhia, em 9 de abril. No ano passado, a empresa investiu R$ 450 milhões em distribuição.

"Nós vamos sim antecipar investimentos, nós não estamos em condições ainda de anunciá-los. Dentro de pouco tempo o presidente ou a diretoria vai fazer isso, mas nós viemos aqui para dizer que não faltará à Light apoio de toda ordem, do ponto de vista da gestão, do ponto de vista financeiro, se necessário", frisou Aécio.

O possível interesse da Cemig pela distribuidora fluminense Ampla, que tem a base de clientes espalhada pelo interior do Rio, não foi considerado por Aécio como prioritário para a companhia mineira.

"Você só compra aquilo que está à venda. Se você me perguntar se há sinergia entre a Light e a Ampla, é claro que sim, atuam no mesmo Estado. Agora, isso depende, obviamente, do interesse daqueles que detêm o controle da Ampla em se desfazer desse ativo", disse Aécio.

"O presidente da Cemig, Djalma (Morais), que está aqui ao meu lado, já teve alguns contatos, voltará a ter novos contatos, mas nós não vamos trazer isso como uma prioridade absoluta nesse momento", acrescentou.

Para Morais, o que é mais viável no momento é um convênio de cooperação entre Cemig e ampla, que permita uma "ação conjunta no Estado".

O governador voltou a se questionado sobre a possibilidade de entrar como vice na chapa do governador paulista, José Serra, à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E, mais uma vez, afirmou que poderá ajudar mais ao PSDB atuando em Minas, por onde pretende concorrer ao Senado.

Aécio não poupou críticas à intenção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de ampliar as operações no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo ele, a característica do local é para o uso de turboélices de até 75 lugares, por questões de segurança e ambientais. "Há um planejamento em Minas. As coisas em Minas não são feitas de forma atabalhoada", criticou.

(Rafael Rosas | Valor)

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