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24/03/2010 - 16h17

DIs ganham volume e sobem no final do dia

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros começaram o dia sem grande movimentação, mas terminaram a jornada acumulando prêmios de risco.

Segundo o gestor da Global Equity, Octácio Vaz, o que pesa sobre o mercado nesta quarta-feira é a expectativa com relação à ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que será divulgada amanhã e deve mostrar como o Banco Central avalia o balanço de risco entre atividade inflação.

Ainda de acordo com o especialista, o aumento na aversão ao risco em âmbito externo, depois que a nota de crédito de Portugal foi rebaixada, também contribuiu para a inclinação da curva.

"O cenário é instável e dentro disso não tem como não atuar sem carregar algum prêmio na curva", resume.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2010, apontava estabilidade a 8,62%. Julho de 2010 ganhou 0,02 ponto, a 9,14%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, subiu 0,04 ponto, a 10,32%.

Entre os mais longos, janeiro de 2012 marcava 11,68%, alta de 0,03 ponto. Janeiro de 2013 avançava 0,01 ponto, para 12,09%, e janeiro 2014 acumulava 0,02 ponto, projetando 12,19%.

Até as 16h15, foram negociados 957.120 contratos, equivalentes a R$ 87,37 bilhões (US$ 49,04 bilhões), 35% acima do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 300.340 contratos, equivalentes a R$ 27,82 bilhões (US$ 15,62 bilhões).

Para Vaz, a ata do Copom pode ajudar o mercado a chegar a um maior consenso sobre qual será o ritmo do ajuste monetário estimado para ter início em abril. Por ora, diz o gestor, a precificação embutida na curva está no meio do caminho entre 0,5 ponto e 0,75 ponto.

Na ata, diz Vaz, os agentes tentam descobrir se as preocupações que levaram três membros do Copom a votar pela alta de meio ponto agora em março, podem piorar de forma a mudar esse voto para 0,75 ponto.

"Mas esse é um exercício de previsão muito difícil, pois depende muito dos comportamento da inflação e dos indicadores de atividade." Na gestão da dívida, o Tesouro realizou leilão de trova de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). Foram movimentados apenas 100.200 títulos, com giro de R$ 93,94 milhões. (Eduardo Campos | Valor)

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