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24/03/2010 - 14h04

Integrantes do BCE e Comissão Europeia pressionam por plano grego

SÃO PAULO - O custo da inação pode ser maior do que oferecer ajuda temporária à Grécia, assim avaliou Lorenzo Bini Smaghi, integrante do comitê executivo do Banco Central Europeu (BCE), em entrevista ao jornal "Die Zeit".

A observação seria uma mensagem enviada à chanceler alemã Angela Merkel, que tem resistido à ideia de um plano de ajuda aos gregos.

"Se a Grécia cair, Alemanha e outros líderes europeus vão acabar pagando mais do que se tivessem dado apoio financeiro de forma temporária", sustentou.

Bini comentou ainda que a oposição do BCE à ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) no resgate da Grécia vai mais além de uma questão técnica. "Se o FMI participar, a imagem do euro seria a de uma moeda que somente é capaz de sobreviver com a ajuda externa de uma organização internacional. A reação dos mercados nos últimos dias mostra que o apoio do Fundo pode ser prejudicial para a estabilidade do euro", afirmou. "Não devemos deixar completamente o destino de nossa moeda com as forças do mercado", emendou.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, voltou a pedir que os países da zona do euro aprovem um eventual plano de socorro da Grécia no caso de os gregos precisarem de recursos para evitar que não honrem seus compromissos.

Ele confirmou que a crise da dívida da Grécia não está na agenda da reunião de cúpula do Conselho Europeu que começa amanhã, mas disse que o tema deverá ser debatido.

Reforçando o pedido por um acordo pela Grécia, o comissário Europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, disse que, se os participantes do bloco europeu e da zona do euro conseguirem um acerto sobre Atenas, isso vai mostrar que a área do euro é capaz de administrar situações difíceis dessa natureza.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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