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24/03/2010 - 11h06

Rebaixamento da dívida soberana de Portugal afeta humor dos agentes

SÃO PAULO - O rebaixamento da dívida soberana de Portugal pela Fitch Ratings está refletindo no humor dos investidores. A maior cautela predomina sobre os mercados e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha o desempenho do front externo.

A Fitch alterou a classificação da dívida soberana para " AA- " , com perspectiva negativa. "Embora Portugal não tenha sido proporcionalmente afetada pela desaceleração global, suas perspectivas de recuperação econômica são mais fracas do que as dos outros 15 países-membros da zona euro, o que pressionará mais as finanças públicas no médio prazo", afirmou Douglas Renwick, diretor na área de soberanos da Fitch.

Há pouco, o Ibovespa recuava 0,36%, aos 69.139 pontos, e movimentava R$ 983,4 milhões. O índice futuro também tinha queda, de 0,51%, aos 69.390 pontos.

Na Europa, as atenções também se voltam à Grécia. O ministro da Economia da Alemanha, Rainer Bruederle, afirmou que o governo do país permanece contrário ao pagamento do auxílio financeiro à Grécia, reduzindo as esperanças de representantes da União Europeia de que sairia do encontro de quinta-feira um acordo sobre um pacote de resgate. Ele sugeriu que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve ser envolvido no caso.

Ao jornal Passauer Neue Presse, Bruederle comentou que " a ajuda à Grécia seria um sinal errado " . " Não devemos criar um precedente ao qual outros países da zona do euro possam se referir no futuro " , afirmou.

Já nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio mostrou que as encomendas de bens duráveis subiram 0,5% em fevereiro. Este foi o terceiro aumento mensal consecutivo e ocorreu na sequência da alta de 3,9% apurada na abertura deste ano.

Em Wall Street, o índice Dow Jones recuava, minutos atrás, 0,17%, o Nasdaq perdia 0,37% e o S & P 500 se depreciava em 0,24%.

Os papéis PN da Petrobras ganhavam 1,08%, a R$ 36,21, enquanto as ações PNA da Vale caíam 0,16%, a R$ 48,47. O mercado brasileiro também está sendo afetado pela queda das commodities.

Ainda na temporada de balanço, a Cemig terminou 2009 com lucro líquido consolidado de R$ 1,861 bilhão, ou 1,38% abaixo do montante registrado um ano antes, de R$ 1,887 bilhão. A receita operacional líquida somou R$ 11,705 bilhões, excedendo os R$ 10,890 bilhões do exercício antecedente.

As ações PN da Cemig cediam, há pouco, 0,06%, a R$ 29,85.

No setor petrolífero, a OGX comunicou nova descoberta na Bacia de Campos. Foi identificada presença de hidrocarbonetos em uma das seções do poço 1-OGX-8-RJS, dentro do bloco BM-C-41. A companhia detém 100% de participação neste bloco.

De acordo com Fato Relevante divulgado pela empresa, o poço OGX-8, denominado Fuji, encontra-se em fase final de perfuração e buscará alcançar profundidade total estimada em 3.600 metros.

Há pouco, as ações ON da OGX Petróleo estavam entre as poucas altas do Ibovespa, com elevação de 0,60%, a R$ 16,67.

No setor de construção, a Gafisa conseguiu captar R$ 1,062 bilhão em sua oferta primária de ações. Os papéis foram emitidos ao preço de R$ 12,50 cada. Ao todo, foram emitidas 85 milhões de ações ordinárias, o que mostra que a companhia conseguiu colocar, quase integralmente, o lote suplementar da operação, de 15%. A emissão inicial era de 74 milhões de ações.

Os papéis ON da empresa lideravam os ganhos do índice, ao avançarem 2,39%, a R$ 12,85.

Entre as maiores baixas do Ibovespa, estavam os papéis do setor de telecomunicações. Enquanto as ações PN da TIM Participações caíam 2,20%, a R$ 4,87, os papéis PN da NET cediam 2,16%, a R$ 23,02.

Fora do Ibovespa, a administradora de shopping centers Aliansce revelou que encerrou 2009 com lucro líquido de R$ 52,015 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 18,222 milhões apurado em 2008. Apenas no quarto trimestre, o ganho da companhia somou R$ 19,467 milhões, contra perda de R$ 7,259 milhões do mesmo período do ano anterior. Os papéis da empresa subiam 0,96% minutos atrás, a R$ 10,50.

Já a Brasil Ecodiesel teve prejuízo de R$ 88,064 milhões no quarto trimestre de 2009, superando as perdas de R$ 70,729 milhões de igual período de 2008. No acumulado de 2009, a empresa somou prejuízo de R$ 88,493 milhões, abaixo do resultado líquido negativo de R$ 197,1 milhões apurado em 2008.

A cifra do ano passado foi influenciada por um impacto contábil negativo de R$ 63,778 milhões decorrente da reavaliação de ativos (conhecida como impairment) e outros ajustes. Os ativos ON da Ecodiesel cediam 2,58%, a R$ 1,13.

No mercado de câmbio, o aumento da aversão a risco também tinha impacto sobre o dólar. Há pouco, a moeda americana registrava valorização de 0,56%, a R$ 1,789. Na mesma trajetória da libra e do euro, que também recuam sobre o dólar.

(Beatriz Cutait | Valor)

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