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25/03/2010 - 09h44

Bovespa deve abrir em alta, um dia após perder os 69 mil pontos

SÃO PAULO - Depois de perder os 69 mil pontos no último pregão, com o aumento da aversão a risco, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve iniciar esta jornada com ganhos, acompanhando as bolsas europeias e os índices futuros americanos.

Há pouco, o Ibovespa futuro subia 0,53%, alcançando 69.550 pontos. Ontem, o mercado acionário brasileiro registrou queda de 0,68%, para 68.913 pontos, com giro financeiro de R$ 5,751 bilhões.

Pesaram sobre a sessão passada indicadores econômicos mais fracos que o previsto nos Estados Unidos e o rebaixamento da nota da dívida soberana de Portugal pela Fitch Ratings.

Na agenda de hoje, no campo externo, destaque para os pedidos semanais por seguro-desemprego nos Estados Unidos.

Ontem, em Wall Street, o índice Dow Jones teve queda de 0,48%, enquanto o S & P 500 recuou 0,55% e o Nasdaq perdeu 0,68%.

Na Europa, tem início nesta quinta-feira a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, e os agentes deverão ficar atentos a novidades sobre um eventual auxílio financeiro à Grécia.

Na Ásia, as bolsas encerraram os negócios sem direção única. O Shanghai Composite, de Xangai, registrou declínio de 1,23%, e o Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 1,10%. Por outro lado, em Tóquio, o índice Nikkei 225 teve alta de 0,13%, e, em Seul, o Kospi terminou com ganho de 0,44%.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego nacional teve ligeira alta entre janeiro e fevereiro deste ano, indo de 7,2% para 7,4%. No segundo mês de 2009, o nível de desocupação se encontrava em 8,5%.

Já a ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), mostrou que a necessidade de elevar a taxa básica de juros brasileira já é consenso entre os diretores da instituição, embora a maioria deles tenha optado por esperar mais tempo e observar o andamento da economia antes de fazer qualquer ajuste. O BC considera que a economia já está em expansão e que as expectativas inflacionárias se deterioraram, formando um quadro perigoso para a estabilidade dos preços.

No cenário corporativo, apenas 11 das 63 ações que integram o Ibovespa fecharam em alta na quarta-feira, com destaque para os papéis PN da Petrobras, que subiram 0,75%, a R$ 36,09, e para as ações ON, com valorização de 1%, para R$ 40,30. Na ponta oposta, os papéis da Vale terminaram com perdas. As ações PNA movimentaram R$ 547,9 milhões, com recuo de 0,10%, a R$ 48,50.

Na temporada de balanços, a construtora MRV registrou lucro líquido de R$ 121,894 milhões no quarto trimestre de 2009, aumento de 69,3% em relação ao mesmo período de 2008. A receita líquida cresceu 67,7%, para R$ 535,564 milhões.

No acumulado de 2009, o lucro líquido atingiu 347,422 milhões, um avanço de 50,4% em relação aos R$ 231,030 milhões apurados em 2008. A receita líquida aumentou 48,3%, para R$ 1,647 bilhão.

Para 2010, a empresa projeta vendas contratadas entre R$ 3,7 bilhões e R$ 4,3 bilhões e margem Ebitda de 25% a 28% neste ano. No ano passado, as vendas contratadas da companhia atingiram R$ 2,8 bilhões, crescimento de 82,7% em relação ao ano anterior. A margem Ebitda ficou em 26,8%. Ontem, os papéis ON da MRV caíram 2,52%, para R$ 13,16.

Já a A Guararapes Confecções, controladora da rede de lojas Riachuelo, teve lucro de R$ 101,317 milhões no quarto trimestre de 2009, alta de 83,4% sobre o resultado líquido de igual período de 2008 (R$ 55,249 milhões). Com isso, o grupo acumulou ganho de R$ 214,151 milhões no ano passado, um incremento de 56,4%. Os papéis PN da Guararapes caíram 4,33% ontem, para R$ 42.

No setor elétrico, a união entre Cemig e Light na implementação de novos projetos começará a ficar mais clara a partir do segundo semestre, quando a empresa fluminense lançará o edital para construção de uma hidrelétrica no Rio Paraíba do Sul, na cidade de Itaocara, com potência de 200 megawatts. O empreendimento conjunto entre as duas companhias tem custo estimado de R$ 1 bilhão.

Ontem, os papéis PN da Cemig avançaram 0,44%, a R$ 30, enquanto as ações ON da Light caíram 0,92%, saindo a R$ 24,88.

No mercado de câmbio, a moeda americana iniciou a jornada em queda, acompanhando o cenário externo. Há instantes, o dólar comercial depreciava-se em 0,38%, a R$ 1,795.

(Beatriz Cutait | Valor)

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