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25/03/2010 - 15h31

BRF Foods aguarda decisão do Cade para definir plano de investimentos

RIO - A Brasil Foods espera finalizar até o final do ano um plano de investimentos para os próximos cinco anos. O desenvolvimento do plano depende da aprovação da união entre Sadia e Perdigão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa da companhia é que o Cade decida sobre a fusão ainda no primeiro semestre. O copresidente do Conselho de Administração da BRF Foods, Nildemar Secches, afirmou que a expectativa inicial é que a taxa de crescimento do volume de produção da companhia gire em torno de 10% ao ano pelos próximos cinco anos.

O executivo ressaltou que as operações ainda estão separadas, aguardando a decisão do Cade, mas neste mês a companhia já indicou quais executivos e gerentes deverão continuar após a fusão, o que, segundo ele, já levou à saída de alguns funcionários do quadro da empresa.

Secches fez questão de ressaltar que as sinergias existentes entre as duas empresas não levarão a demissões no chão de fábrica, uma vez que, mesmo antes da fusão, a Sadia já havia iniciado investimentos para ampliar a produção.

"Tínhamos uma preocupação com as culturas diferentes das empresas. Mas ambas têm origem parecida, em Santa Catarina, e as culturas são muito semelhantes. Isso facilita muito a integração", disse Secches, lembrando que, até o momento, o Cade autorizou a união apenas da parte financeira e das operações no exterior.

O mercado externo se mostra, inclusive, como a principal possibilidade de crescimento para os próximos anos, segundo Secches. O executivo lembrou que 42% do faturamento da companhia vem de fora do Brasil.

Nesse sentido, ele indicou que a própria produção exterior poderá aumentar e lembrou da aquisição da holandesa Plus Foods em 2006.

Sobre a decisão do Cade, Secches fez questão de frisar que não há pressão para uma solução rápida. De acordo com ele, o mercado exige uma definição para que se possa estabelecer qual nível de sinergia. A empresa, no entanto, aguarda o ritmo de decisão do Conselho.

"Às vezes fica a impressão de que nós achamos que o Cade está enrolando, mas nós sabemos da complexidade do processo. O Cade tem o tempo dele", acrescentou o executivo, que não acredita em concentração excessiva em nenhum dos mercados considerados relevantes pela companhia.

(Rafael Rosas | Valor)

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