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25/03/2010 - 15h10

Discurso de Bernanke dá maior impulso para alta das bolsas

SÃO PAULO - Depois de uma manhã repleta de notícias favoráveis para os mercados acionários vindas da Europa e dos Estados Unidos, os investidores mantêm as compras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), principalmente após o discurso feito pelo presidente do Federal Reserve (Fed, bano central americano), Ben Bernanke.

O dirigente voltou a afirmar nesta quinta-feira que a economia americana ainda precisa de taxas de juros baixas, embora tenha ponderado que a instituição monetária precisa estar preparada para restringir o crédito, quando for necessário, para evitar a inflação.

"A economia continua a requerer apoio de uma política monetária de juros baixos", sustentou Bernanke, em discurso preparado para ser lido na Comissão de Assuntos Financeiros da Câmara.

Em Wall Street, enquanto o índice Dow Jones avançava, instantes atrás, 0,78%, o Nasdaq se apreciava em 0,90% e o S & P 500 tinha ganhos de 0,62%.

Na Europa, as bolsas também encerraram a jornada no campo positivo, em meio a sinalizações favoráveis de um esperado acordo entre as nações para ajudar a Grécia.

Diplomatas disseram que, após meses de grande incerteza e turbulência no mercado, França e Alemanha estão apoiando um programa de ajuda conjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI) e zona do euro para a Grécia e outros integrantes da área da moeda única da Europa com problemas financeiros.

Em condição de anonimato, um diplomata comentou que a França e a Alemanha fecharam um acordo que "descreve com precisão as condições em que os estados integrantes da zona do euro intervêm" e "vai além da Grécia".

Outro diplomata comentou que o acordo poderá ser comunicado ainda nesta quinta-feira, na reunião de líderes da União Europeia, depois do fechamento dos mercados. Ele disse que poderá ser oferecido 22 bilhões de euros em ajuda à Grécia, combinando empréstimos do FMI e países da zona do euro.

No Brasil, apesar do cenário externo positivo, a queda dos papéis PN da Petrobras impedem uma valorização mais expressiva do Ibovespa. Por volta das 15h05, o índice subia 0,36%, aos 69.164 pontos, e girava R$ 3,4 bilhões.

No cenário corporativo doméstico, os papéis PN da Petrobras recuavam, há pouco, 0,85%, a R$ 35,78, enquanto as ações PNA da Vale subiam 0,55%, a R$ 48,77.

O destaque de alta do Ibovespa está com os papéis ON da MRV, que subiam 3,03%, a R$ 13,56. A construtora registrou lucro líquido de R$ 121,894 milhões no quarto trimestre de 2009, aumento de 69,3% em relação ao mesmo período de 2008. A receita líquida cresceu 67,7%, para R$ 535,564 milhões.

No acumulado de 2009, o lucro líquido atingiu 347,422 milhões, um avanço de 50,4% em relação aos R$ 231,030 milhões apurados em 2008. A receita líquida aumentou 48,3%, para R$ 1,647 bilhão.

Para 2010, a empresa projeta vendas contratadas entre R$ 3,7 bilhões e R$ 4,3 bilhões e margem Ebitda de 25% a 28% neste ano. No ano passado, as vendas contratadas da companhia atingiram R$ 2,8 bilhões, crescimento de 82,7% em relação ao ano anterior. A margem Ebitda ficou em 26,8%.

O mercado tem uma reação oposta à nova proposta de troca de ações apresentada pelo Oi para a incorporação da Brasil Telecom (BrT). Os papéis PN da Brasil Telecom lideram as perdas, com baixa de 5,94%, a R$ 11,55.

O fluxo estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está positivo em R$ 1,911 bilhão no acumulado do mês até o dia 23, resultado de compras no valor de R$ 29,551 bilhões e de vendas de R$ 27,6 bilhões. Apenas na terça-feira, o estrangeiro colocou R$ 291 milhões no mercado.

No ano, o resultado da atuação do investidor estrangeiro na bolsa brasileira está negativo em R$ 1,442 bilhão.

(Beatriz Cutait | Valor)

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