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26/03/2010 - 12h43

Derivativos pressionam dólar, que sobe a R$ 1,823

SÃO PAULO - A demanda por dólares segue aumentando no mercado local, apesar da melhora de humor no mercado externo, que tira o euro das mínimas em 10 meses e segura as bolsas em terreno positivo.

Por volta da 12h40, o dólar comercial avançava 0,60%, saindo a R$ 1,821 na compra e R$ 1,823 na venda. A esse preço, a divisa acumula alta de 1,33%, na semana
Já na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar para abril avançava 0,10%, cotado a R$ 1,8245 na venda.

Segundo o gerente da mesa de câmbio da BGC Liquidez, Francisco Carvalho, há uma forte pressão compradora quando a moeda vai abaixo de R$ 1,80 e isso pode estar relacionado ao mercado de opções e outros derivativos de câmbio.

"Parece que tem uma parte do mercado querendo um dólar mais alto até o final do mês", aponta Carvalho, lembrando que, na semana que vem, acontece a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume) que liquidará os contratos futuros com vencimento em abril.

Pelo lado macroeconômico, o gerente nota um aumento na preocupação dos agentes com as contas externas brasileiras.

Para o gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, o dólar teria que buscar preços mais baixos. "Não deveríamos ter o dólar mais forte com a situação da Europa caminhando para uma solução".

O especialista também não descarta um pouco de efeito calendário no mercado, já que o mês e o primeiro trimestre se aproximam do fim, o que leva empresas e agentes a ajustar posições.

Outro ponto ressaltado por agentes de mercado é que a oferta de dólar no mercado está restrita. Ainda mais depois do aumento nas atuações do Banco Central (BC) no mercado à vista durante o mês, mesmo em um ambiente de fluxo negativo.

(Eduardo Campos | Valor)

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