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31/03/2010 - 13h54

Amorim sugere apoio para que Haiti se torne sustentável a longo prazo

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou hoje que é necessário que os países que integram a Organização Mundial do Comércio (OMC) suspendam as tarifas sobre suas importações ao negociar com o governo do Haiti.

Segundo Amorim, essa medida deve ser adotada por um período suficiente até a recuperação do país caribenho. O apelo do chanceler ocorreu durante a "Conferência de Doadores por um Novo Futuro para o Haiti", em Nova York.

Segundo Amorim, o desafio é oferecer o apoio necessário para que o Haiti se torne sustentável e a longo prazo. "Este é um caso de teste da vontade e capacidade de unir a comunidade internacional por uma causa justa. Ajudar este país está acima de qualquer luta ideológica, política ou religiosa", afirmou em seu discurso.

Amorim disse que o encontro foi uma ocasião histórica para homenagear o pioneiro da luta pela independência do Haiti nas Américas e para a eliminação da escravidão. Na conferência, o chanceler anunciou que o Brasil vai doar US$ 172 milhões como ajuda suplementar para o Haiti.

Na abertura da conferência, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reiterou que, para os próximos dez anos, o Haiti vai precisar de pelo menos US$ 11,5 bilhões para a reconstrução.

Moon disse ainda que cerca de US $ 3,9 bilhões vão ser utilizados para a execução de projetos específicos nos próximos 18 meses. Os programas estarão subordinados à Comissão de Recuperação Interina do Haiti.

O presidente do Haiti, René Préval, e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, além do enviado especial da ONU para o Haiti, Bill Clinton, estão entre os anfitriões do evento. A conferência é copresidida pelo Brasil, o Canadá, a França e a Espanha - principais doadores para o Haiti.

O terremoto de 12 de janeiro, de 7 graus na escala Richter, causou cerca de 220 mil mortes e deixou 1,3 milhão de pessoas desabrigadas. Há estimativas de que o total dos danos e prejuízos foi de aproximadamente US$ 7 bilhões, segundo o Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud).

(Agência Brasil)

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