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31/03/2010 - 12h17

Apesar da volatilidade, movimento vendedor prevalece na Bovespa

SÃO PAULO - O Ibovespa operou com volatilidade na manhã desta quarta-feira, que marca o último pregão de março e do primeiro trimestre de 2010. O movimento vendedor, entretanto, se sobrepõe ao comprador, tendo em vista o cenário externo.

Com mínima de 69.573 pontos e máxima de 70.078 pontos, o Ibovespa operava, há pouco, com desvalorização de 0,26%, aos 69.778 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 1,728 bilhão.

Nos Estados Unidos, as bolsas seguem no campo negativo, já que os dados referentes ao mercado de trabalho americano foram mal recebidos pelos agentes. De acordo com a ADP, empresa que processa folhas de pagamentos, o setor privado eliminou 23 mil postos entre fevereiro e março, respeitando ajuste sazonal. Os dados oficiais, do Departamento de Trabalho dos EUA, saem apenas na sexta-feira.

O Departamento de Comércio revelou que os pedidos às fábricas nos Estados Unidos tiveram elevação de 0,6% em fevereiro, para US$ 383,5 bilhões, depois de um acréscimo de 2,5% na abertura do ano. Os embarques, por sua vez, caíram 0,1%, seguindo aumento de 0,7% em janeiro. Os estoques cresceram 0,5%, após ampliação de 0,3% no início de 2010.

Há pouco, o índice Dow Jones perdia 0,30%, enquanto o Nasdaq recuava 0,04% e o S & P 500 caía 0,19%.

O diretor de renda variável do BNP Paribas Asset Management, Jacopo Valentino, assinala que o mercado brasileiro deve acompanhar a bolsa americana nesta jornada, a exemplo dos últimos dias.

Segundo ele, passado um trimestre de "correção", a Bovespa tende a acentuar os ganhos na segunda parte do semestre.

"O estrangeiro está voltando para a renda variável, embora mais para os Estados Unidos que para cá, porque a economia externa está se acelerando. O primeiro trimestre foi mais um período de correção, depois da recuperação forte do fim de 2009. Foi mais uma parada técnica", pontuou.

No front corporativo doméstico, destaque de alta para os papéis ON da Redecard, com ganhos de 2,42%, a R$ 32,88, e para as ações ON da Lojas Renner, com avanço de 1,96%, a R$ 40,90. Além disso, os papéis ON da companhia aérea TAM aumentavam 1,72%, a R$ 28,89, com o mercado repercutindo seus resultados trimestrais.

A companhia obteve lucro líquido de R$ 143,9 milhões no quarto trimestre de 2009, invertendo a direção tomada um ano antes, quando perdeu R$ 1,229 bilhão. O resultado respeita o critério BR GAAP. Em 2009 completo, a empresa anotou lucro líquido de R$ 1,342 bilhão, ante prejuízo de R$ 1,509 bilhão em 2008.

Na lista de maiores perdas do dia figuravam os papéis ON da CCR Rodovias, com desvalorização de 2,90%, a R$ 38,74, as ações ON da PDG Realty, com depreciação de 2,81%, a R$ 14,50, e as ON da Cosan, em baixa de 2,24%, a R$ 21,75.

Os papéis com maior peso sobre o Ibovespa operavam, mais uma vez, em lados opostos. Minutos atrás, as ações PN da Petrobras subiam 0,31%, a R$ 34,91, com giro de R$ 216,1 milhões, enquanto as ações PNA da Vale recuavam 0,68%, a R$ 49,21, com volume de R$ 232,8 milhões.
No mercado brasileiro, o fluxo estrangeiro na Bovespa está positivo em R$ 2,652 bilhões no acumulado do mês, até o dia 29, resultado de compras no valor de R$ 36,088 bilhões e de vendas de R$ 33,436 bilhões. Apenas na última segunda-feira, quando o Ibovespa subiu 1,83%, o investidor não residente colocou R$ 97,6 milhões no mercado.

No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está negativo em R$ 701 milhões.

(Beatriz Cutait | Valor)

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