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31/03/2010 - 15h59

Dívida líquida pública fechará o ano em 40% do PIB, prevê BC

BRASÍLIA - Apesar do fraco resultado fiscal de fevereiro e a perspectiva de aumento dos juros, o Banco Central (BC) prevê que há condições da dívida líquida do setor público fechar o ano em 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso significaria queda de 2,8 pontos percentuais sobre os 42,8% de 2009.

No mês passado, a dívida foi o equivalente a 42,1% do PIB. Para este mês, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, aponta que a relação cairá para 42% do PIB.

Na projeção para março, o BC considera a taxa de câmbio a preços de hoje, em torno de R$ 1,78 ou apreciação cambial aproximada de 1,67%.

Já para a queda a 40% do PIB ao fim de 2010, Lopes cita como variáveis, expectativas de mercado para a taxa de câmbio, em R$ 1,80 em dezembro; taxa média de juros em 10,08%; variação do IGP-DI em 6,8%; alta real do PIB em 5,8%, como reiterou hoje o BC no Relatório de Inflação; e cumprimento da meta cheia de superávit primário de 3,3% do PIB.

O BC prevê também uma conta de juros em 4,8% do PIB, de forma que o resultado nominal caia de 3,33% ao fim de 2009 para 1,5% do PIB em 2010.

Lopes disse que a tendência de queda da relação dívida/PIB está baseada no cumprimento da "meta cheia" de superávit primário, que deve ser ajudada pelo aumento de arrecadação do governo.

Ele lembra que para cada um ponto percentual de variação no juro básico Selic, mantido ao longo de 12 meses, o impacto na dívida é de 0,29 ponto do PIB. O reflexo do câmbio é imediato: cada 1% de variação incide em 0,11 ponto percentual do PIB na dívida.

Já para a dívida bruta, a projeção do BC é de que cairá a 62% do PIB, depois de fechar 2009 em 62,8% e situar-se em 63,1% no mês passado.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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