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31/03/2010 - 11h58

Desemprego sobe no mês, mas cai no ano, diz Dieese

SÃO PAULO - A taxa média de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do Brasil subiu de 12,6% em janeiro para 13% em fevereiro, conforme Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita pelo Dieese em parceria com a Fundação Seade. O índice equivale a 2,618 milhões de desempregados no mês, 90 mil a mais do que o registrado em janeiro.

Segundo a instituição, o avanço do desemprego é um "movimento típico para o período" e que, ainda assim, a taxa foi a menor para o mês de fevereiro desde 1998. Em fevereiro de 2009, o nível de desemprego ficou em 13,9%.

Em fevereiro, o mercado das seis regiões abriu 25 mil vagas, insuficiente para absorver a entrada de 116 mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA). O total de ocupados nas seis regiões pesquisadas foi estimado em 17,560 milhões, para uma PEA de 20,179 milhões. O Dieese destacou ainda que o nível de ocupação, que costuma diminuir no período, apresentou pouca variação positiva, de 0,1% na passagem do mês.

Na análise regional, a maior taxa de desemprego registrada em fevereiro foi a de Recife, com 19%, seguindo os 17,9% verificados um mês antes. Salvador apresentou taxa de 18,8%, sendo que, em janeiro, tinha marcado 17,7%. Em São Paulo, houve avanço na taxa de 11,8% para 12,2%, enquanto, em Belo Horizonte, o desemprego passou de 9,6% para 9,7%. A taxa de desemprego no Distrito Federal, por outro lado, recuou de 14,7% para 14,1% entre janeiro e um mês depois, enquanto a de Porto Alegre saiu de 9,7% para 9,6%.

No recorte setorial da pesquisa, a taxa de ocupação cresceu 1,5% em Comércio, com ampliação de 42 mil postos, e ficou estável em Serviços, com variação de 0,2% e mais 22 mil postos. A Indústria, em contrapartida, registrou recuo de 0,4%, com 10 mil vagas perdidas. Em Construção Civil, houve diminuição de 0,6% na média das capitais, com 6 mil postos de emprego, enquanto Outros Setores recuou 1,6%, 23 mil ocupações a menos. Já no Comércio, houve criação de 32 mil vagas, com alta de 1,2% ante o mês de setembro. Outros Setores registraram alta de 0,5%, com 8 mil novas vagas.

O rendimento médio real dos ocupados no conjunto das seis regiões ficou praticamente estável, em R$ 1.267. No caso dos assalariados, houve aumento de 0,5%, para R$ 1.342 em janeiro.

(Vanessa Dezem | Valor)

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