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31/03/2010 - 12h52

Vendas dos supermercados crescem 7,7% em volume no primeiro bimestre

SÃO PAULO - As vendas em volume nos supermercados cresceram 7,7% no acumulado dos dois primeiros meses do ano, na comparação com igual período de 2009, quando a variação foi de 0,4%. Os dados constam de uma pesquisa realizada pela Nielsen para a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

O presidente da Abras, Sussumu Honda, admite que a base de comparação é fraca, mas afirma que o crescimento é expressivo. O destaque ficou com a cesta de bebidas alcoólicas, que registrou avanço de 16,1%. Esse percentual foi impulsionado pelo aumento no volume de vendas da cerveja, de 20,4% no bimestre. Honda explicou que este resultado surpreende, uma vez que o volume de vendas é relacionado à variação no custo do produto e o preço da cerveja ficou praticamente estável no período, com alta de 0,4%. Por isso, ele atribui o aumento no consumo da bebida ao calor.

Outro produto que também teve suas vendas alavancadas pelas altas temperaturas foi o refrigerante, que registrou alta nas vendas em termos de volume de 14,6% e alavancou a variação da cesta de bebidas não-alcoólicas, de 12,7%.

Também registraram crescimento a cesta de perecíveis, com 9,3%; limpeza caseira, com 7,9%; mercearia salgada, com 6,2%; higiene e beleza, com 5,5%; e mercearia doce, com 3,3%. A cesta "outros", que contém principalmente produtos de bazar, foi a única a ter queda no volume vendido, com declínio de 1,1%. Dentro desta cesta entra o item cigarro, que registrou queda de 5,3% no volume de vendas, mediante uma alta de 20,4% no preço. Na análise por regiões, verifica-se que todas as áreas pesquisadas registraram aumento no volume vendido nos supermercados no primeiro bimestre no confronto com os mesmos meses do ano passado. O crescimento mais acentuado se deu na região que engloba Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro, com 11,5%. Em seguida aparecem o Sul (10,3%); Grande São Paulo (9,3%); Nordeste (Ceará até Bahia), com 8,8%; Grande Rio de Janeiro e interior e litoral de São Paulo, ambas com 5,5%; e Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, com 1,5%. Por fim, todos os formatos de supermercado registraram crescimento no volume de vendas, com exceção das lojas maiores, com mais de 50 caixas, que sofreram queda de 7,8% e permanecem em trajetória de declínio. O maior avanço foi visto entre as lojas que possuem entre cinco e nove caixas, com 13,3%. (Karin Sato | Valor)

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