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01/04/2010 - 09h42

Bovespa deve iniciar negócios de abril no campo positivo

SÃO PAULO - Passados quatro pregões consecutivos de ganhos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve iniciar os negócios do primeiro pregão de abril novamente no campo positivo. A indicação é dada pelo Ibovespa futuro que, há pouco, avançava 1,10% e somava 71.400 pontos.

Ontem, o índice subiu 0,59% e atingiu 70.371 pontos, na maior pontuação desde 13 de janeiro (70.385 pontos). O volume financeiro negociado somou R$ 6,479 bilhões. Em março, o Ibovespa acumulou ganhos de 5,82%, na maior variação positiva mensal desde novembro de 2009 (8,93%). No primeiro trimestre, o índice subiu 2,6%.

Na quarta-feira, o mercado brasileiro conseguiu se descolar das bolsas americanas, que fecharam em baixa, ajudado pelas ações da Petrobras. Influenciados pelo aumento do preço do petróleo, os papéis PN da estatal tiveram elevação de 1,69%, a R$ 35,39, com giro de R$ 580,3 milhões.

Já os papéis PNA da Vale ficaram estáveis, a R$ 49,55, e registraram o maior volume negociado no dia, com R$ 781,5 milhões.

Em Wall Street, o índice Dow Jones registrou queda de 0,47%, aos 10.857 pontos, enquanto o Nasdaq teve perdas de 0,53%, para 2.398 pontos, e o S & P 500 recuou 0,33%, para 1.169 pontos.

Na manhã desta quarta-feira, que antecede o feriado de Páscoa, quando as bolsas no Brasil e nos Estados Unidos não operam, os índices futuros americanos apresentam valorização, na mesma direção do mercado europeu.

As atenções de hoje estarão voltadas ao índice de atividade na indústria americana referente a março, além do indicador relativo aos gastos com construção e os pedidos semanais por seguro-desemprego.

Na Ásia, as principais bolsas registraram ganhos nesta jornada. O índice Nikkei 225, de Tóquio, subiu 1,39%, para 11.244 pontos. O Shanghai Composite, de Xangai, ganhou 1,23%, aos 3.147 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 1,40%, aos 21.537 pontos. O Kospi, de Seul, teve valorização de 1,55%, somando 1.719 pontos.

No cenário corporativo brasileiro, a Vale informou ontem que vendeu uma participação de 60% no capital total do projeto Bayóvar, de exploração de rocha fosfática no Peru, para a Mosaic e para a Mitsui.

A Mosaic pagará US$ 385 milhões por uma fatia de 35% no empreendimento, enquanto a Mitsui desembolsará US$ 275 milhões por 25% do capital total do projeto. Após as vendas, a Vale ainda manterá o controle do projeto Bayóvar, com 51% do capital votante e 40% do capital total do empreendimento.

A Vale Inco, subsidiária canadense de níquel da Vale, também revelou ter fechado acordo trabalhista com os trabalhadores do United SteelWorkers (USW) Local 2020-005, que reúne 300 empregados administrativos e técnicos da área de operações de Sudbury. Esse pode ter sido o primeiro passo para uma negociação da mineradora com os 3 mil mineiros vinculados ao sindicato da unidade USW Local 6500, que estão em greve há nove meses, junto com dois sindicatos locais em Voisseys Bay e Port Colborne, apurou o Valor.

Ao fim da temporada de balanços, a Marfrig Alimentos ainda presentou lucro líquido de R$ 111,7 milhões no quarto trimestre de 2009. A receita líquida cresceu 6,8%, para R$ 2,558 bilhões. No acumulado de 2009, o lucro líquido chegou a R$ 679,1 milhões.

No setor bancário, o Banco Santander Brasil precificou uma emissão de US$ 500 milhões em notes de cinco anos. Os papéis terão remuneração de 4,5% ao ano. A emissão integra o programa global de notas de médio prazo (global medium term note program) da instituição. As units do banco avançaram 0,14% ontem, para R$ 21,98.

Por fim, o jornal japonês Nikkei revelou ontem que o Banco do Japão para Cooperação Internacional (JBIC, na sigla em inglês), um banco de fomento do país, vai financiar a Petrobras via empréstimos de longo prazo, para o desenvolvimento de poços de petróleo em águas profundas. De acordo com o periódico, os empréstimos contratados somam US$ 497 milhões. A ideia do banco japonês é possibilitar a diversificação das fontes de importação de petróleo, diminuindo assim, a dependência do país do Oriente Médio.

No mercado de câmbio, o dólar mantém, pelo quarto dia seguido, o movimento de perda para o real. Há pouco, a moeda americana recuava 0,16%, a R$ 1,7780 na venda. Em março, o dólar caiu 1,44%, mas, no primeiro trimestre, subiu 2,18%.

(Beatriz Cutait | Valor)

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