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05/04/2010 - 09h38

Bovespa deve iniciar negócios em alta

SÃO PAULO - O movimento comprador verificado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos cinco dias, que levou seu principal índice a romper o patamar dos 71 mil pontos na sessão passada, deve ser mais uma vez observado no início do pregão desta segunda-feira. O Ibovespa futuro subia, há pouco, 0,71%, aos 71.710 pontos.

Na quinta-feira passada, antes do feriado de Páscoa, o Ibovespa registrou alta de 1,09%, aos 71.136 pontos, no maior nível desde 5 de junho de 2008 (71.209 pontos), na mesma trajetória dos mercados externos, O giro financeiro atingiu R$ 6,027 bilhões.

Na semana, o índice acumulou ganhos de 3,57%, maior variação positiva para o período desde a segunda semana de fevereiro, quando o Ibovespa havia avançado 4,93%.

O foco dos agentes no início desta semana deverá estar voltado à divulgação positiva dos dados do mercado de trabalho americano, que ocorreu na sexta-feira.

De acordo com o Departamento de Trabalho, foram criadas 162 mil novas vagas em março, melhor leitura em três anos. O resultado foi impulsionado pela melhor do clima e pela contratação de 48 mil pessoas para o censo do governo. A taxa de desemprego ficou estável em 9,7%.

Na agenda de hoje, os agentes reagem ao índice de atividade no setor de serviços e ao indicador de vendas pendentes de casas, ambos nos Estados Unidos.

Pela manhã, os índices futuros operavam no azul. Na última sessão, o Dow Jones registrou alta de 0,65%, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,19% e o S & P 500 subiu 0,74%.

Na Ásia, o dia também foi de ganhos, apesar do baixo volume de negócios em razão de alguns mercados, como China, Hong Kong, Taiwan e Austrália, estarem fechados.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 teve alta de 0,47%, para 11.339 pontos, enquanto, em Seul, o Kospi registrou ligeiro avanço de 0,09%, aos 1.724 pontos.

No cenário corporativo brasileiro, na sessão passada, que contou com a valorização das commodities, as ações PNA da Vale apresentaram o maior volume negociado, de R$ 717,1 milhões, com alta de 0,81%, a R$ 49,95. Já os papéis PN da Petrobras movimentaram R$ 490,1 milhões e subiram 1,02%, a R$ 35,75.

A companhia e o consórcio formado pelas empresas Techint Engenharia e Construção e Andrade Gutierrez assinaram na quinta-feira um contrato que prevê a construção e a montagem da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

A estatal informou que aquele era o terceiro contrato assinado para a montagem de unidades da primeira fase do Complexo, cuja partida está prevista para setembro de 2013.

Já o conselho de administração da Redecard aprovou a emissão de até R$ 1 bilhão em notas promissórias comerciais, na primeira operação do tipo pela companhia. A empresa que processa transações com cartões de pagamento não informou em ata a destinação dos recursos.

Serão emitidas até 500 notas promissórias, divididas igualmente em duas séries. O valor unitário das notas será de R$ 2 milhões. Na primeira série, os papéis terão prazo de vencimento de até 330 dias, enquanto na segunda o vencimento se dará em até 360 dias. Os papéis pagarão juros correspondentes a 105,25% da taxa do DI (Depósito Interfinanceiro). Os papéis ON da empresa subiram 2,43% no último pregão, para R$ 33,70.

No mercado de câmbio, o dólar recua pelo quinto dia consecutivo. Há pouco, a moeda americana era cotada a R$ 1,759 na compra e a R$ 1,761 na venda, desvalorização de 0,45%. Na semana passada, a divisa perdeu 3,33%.

(Beatriz Cutait | Valor)

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