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05/04/2010 - 17h57

Ibovespa sobe e atinge maior patamar desde 2 de junho de 2008

SÃO PAULO - Novos dados animadores referentes à evolução da economia americana e o aumento dos preços das commodities levaram o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a consolidar o sexto pregão consecutivo de ganhos, sequência que não era vista desde a virada do ano.

Com mínima de 71.148 pontos e máxima de 71.645 pontos, o Ibovespa subiu 0,22%, aos 71.289 pontos, na maior pontuação desde o dia 2 de junho de 2008 (71.897). O giro financeiro atingiu R$ 5,27 bilhões.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones chegou próximo à marca dos 11 mil pontos, encerrando o pregão com alta de 0,43%, aos 10.973,55 pontos. Já o S & P-500 avançou 0,79%, aos 1.187,44 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,12%, aos 2.429,53 pontos.

Na Europa, os mercados não operaram em razão do fim de semana prolongado por causa das comemorações da Páscoa.

A atenção dos agentes esteve voltada principalmente à divulgação de dados de emprego na última sexta-feira, quando as bolsas estavam fechadas. Na ocasião, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos revelou a criação de 162 mil vagas em março, melhor leitura em três anos. A taxa de desemprego ficou estável em 9,7%.

Nesta segunda-feira, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis do país (NAR, na sigla em inglês) ainda apontou que as vendas pendentes de moradias nos Estados Unidos aumentaram 8,2% na passagem de janeiro para fevereiro. Na comparação anual, houve alta de 17,3%.

Já o Institute for Supply Management (ISM) mostrou que o setor de serviços dos Estados Unidos ganhou fôlego em março. O indicador que mede a atividade desta economia ficou em 55,4, seguindo os 53 de fevereiro. Foi o terceiro mês consecutivo em que o segmento apresentou avanço.

A alta das commodities também deu força para a bolsa brasileira, apesar da divisão de suas blue chips. Enquanto os papéis PN da Petrobras subiram 0,72%, a R$ 36,01, com giro de R$ 437,1 milhões, as ações PNA da Vale recuaram 0,32%, a R$ 49,79, com volume movimentado de R$ 468,6 milhões.

Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis PN da Gerdau subiram 1,67%, a R$ 30,42, enquanto as ações ON da Souza Cruz avançaram 1,67%, a R$ 63,85, e as PN da Cemig tiveram ganhos de 1,66%, a R$ 29,99.

No sentido oposto, os papéis ON da Redecard lideraram as perdas do índice, ao recuarem 2,96%, a R$ 32,7, com giro financeiro de R$ 278,1 milhões.

O conselho de administração da empresa aprovou a emissão de até R$ 1 bilhão em notas promissórias comerciais, na primeira operação do tipo pela companhia. A empresa que processa transações com cartões de pagamento não informou em ata a destinação dos recursos.

Serão emitidas até 500 notas promissórias, divididas igualmente em duas séries. O valor unitário das notas será de R$ 2 milhões. Na primeira série, os papéis terão prazo de vencimento de até 330 dias, enquanto na segunda o vencimento se dará em até 360 dias. Os papéis pagarão juros correspondentes a 105,25% da taxa do DI (Depósito Interfinanceiro).

Também figuraram na lista de maiores perdas do Ibovespa os papéis ON da LLX Logística, que caíram 2,7%, a R$ 8,27, e as units da ALL, que recuaram 2,46%, para R$ 15,80.

Ainda no cenário corporativo, as ações ON da OGX Petróleo caíram 0,11%, para R$ 17,08, com volume movimentado de R$ 219,2 milhões.

Pela manhã, a empresa comunicou mais descobertas em dois poços localizados na parte sul da Bacia de Campos. A empresa encontrou hidrocarbonetos em uma das seções do poço 1-OGX-7A-RJS e em outras duas seções do poço 1-OGX-10-RJS.

A companhia comunicou que deu início à campanha de perfuração nos blocos operados na Bacia de Santos. O primeiro prospecto, denominado Natal, será perfurado pela sonda Ocean Quest, que já se encontra no local. O poço está localizado no bloco BM-S-59, em águas rasas da Bacia de Santos.

Na agenda de terça-feira, destaque apenas para a divulgação da ata referente à última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano), quando a instituição resolveu manter a taxa básica de juros no intervalo de zero a 0,25% ao ano.

O analista de investimentos da Omar Camargo Corretora, Luiz Augusto Pacheco, assinala que a tendência para amanhã, após as seis valorizações consecutivas, será de realização para o mercado.

(Beatriz Cutait | Valor)

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