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05/04/2010 - 15h55

Marina aposta em campanha pela internet e nos movimentos sociais

SÃO PAULO - Assim como os institutos de pesquisa, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, atribuiu o baixo desempenho nos levantamentos que medem a preferência do eleitorado ao elevado índice de desconhecimento da população em relação ao seu nome.

Mesmo assim, considerou os números positivos, sobretudo por contar com significativo apoio entre os eleitores mais escolarizados.
"Considerando o final de ano e o Carnaval, nossa pré-campanha tem apenas quatro meses. Agora, quem teve maior oportunidade de conhecer o trabalho, já está fazendo essa opção", disse Marina em relação à sua candidatura.
Na pesquisa Ibope, a pré-candidata do PV tem 8% das intenções de voto, enquanto no Datafolha chega a 6%. No Vox Populi, divulgado ontem, ela tem 5% da preferência.
Para reduzir a desvantagem em relação aos demais adversários, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), Marina aposta na internet e na aproximação com "núcleos vivos da sociedade", que seriam organizações não governamentais (ONGs) e movimentos sociais.
"Além disso, agora, estamos em igualdade de condições em relação aos demais, já que somos todos pré-candidatos. Para isso vamos precisar de uma cobertura equilibrada da mídia", afirmou Marina, que não fará coligação com nenhum outro partido para a disputa presidencial.
Conforme determinação da Justiça Eleitoral, os pré-candidatos que não concorrerão à reeleição, mas vão disputar outro cargo público, tinham que ter se desincompatibilizado até o dia 3 de abril.
Marina ainda destacou que a aproximação entre PT e PSDB seria importante para melhorar a governabilidade no Congresso Nacional. Os tucanos, assinalou, tentaram governar sozinho e ficaram reféns dos piores quadros do DEM, enquanto a mesma coisa aconteceu com os petistas em relação ao PMDB.

"Portanto, o realinhamento trata de qualificar as bases para poder angariar dos demais partidos os melhores quadros e não ficar refém das piores práticas. É um aprendizado com os erros do passado", disse.

(Fernando Taquari | Valor)

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