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06/04/2010 - 14h45

Bayer prevê investimentos de R$ 180 milhões no Brasil este ano

SÃO PAULO - O grupo químico-farmacêutico alemão Bayer anunciou hoje um plano de investir R$ 180 milhões no Brasil em 2010. Os principais projetos previstos envolvem a instalação e ampliação de laboratórios, a abertura de um novo centro de dados em São Paulo e trabalhos de modernização tecnológica das fábricas.

Uma das metas é ampliar em 19% a produção da unidade de anticoncepcionais instalada no bairro de Santo Amaro, na região sul de São Paulo, que tem hoje capacidade para produzir de 2,2 bilhões de comprimidos por ano.

Segundo os executivos da empresa, a maior parte dos investimentos será realizada com a própria geração de caixa da operação brasileira. Os investimentos previstos para 2010, no entanto, incluem uma parcela de R$ 21 milhões que será aportada por uma empresa parceira, a Graham, no parque industrial da Bayer em Belford Roxo (RJ), onde cinco empresas compartilham infraestrutura com o grupo. Em 2009, os investimentos da Bayer no país somaram R$ 160 milhões, levando o total desembolsado nos últimos 11 anos para R$ 1 bilhão.

O Brasil representa o sétimo maior mercado da Bayer no mundo, com 4% das vendas totais realizadas pelo grupo. A meta da operação brasileira, contudo, é elevar a posição para o quinto lugar no ranking da Bayer, disse hoje Horstfried Laepple, porta-voz e presidente do grupo no Brasil e presidente da Bayer S/A.

Só no ano passado, o faturamento da Bayer no país atingiu R$ 3,8 bilhões, uma alta de 3%. Tal desempenho foi na contramão da queda de 5,7% registrada pela empresa em todo o mundo.

O lucro no Brasil, no entanto, cedeu 46% em 2009, para R$ 88 milhões, influenciado pelo impacto da desvalorização do dólar na receita em reais com exportações e pela redução de preços e volumes exportados de commodities agrícolas. Além disso, o resultado ainda foi prejudicado pela queda de 14% no faturamento da divisão de polímeros (Bayer MaterialScience).

"O Brasil teve um robusto desenvolvimento, mas não ficou imune à crise financeira mundial. No entanto, os incentivos governamentais ao consumo, principalmente de bens duráveis, permitiu que o país saísse da crise mais rapidamente", disse Laepple, durante apresentação dos resultados financeiros à imprensa.

(Eduardo Laguna | Valor)

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