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06/04/2010 - 16h59

Sem novidades na agenda doméstica, DIs ajustam para cima na BM & F

SÃO PAULO - Em dia de agenda doméstica vazia, os contratos de juros futuros recuperaram parte dos prêmios de risco perdidos na segunda-feira, quando o mercado colocou no preço na decisão de Henrique Meirelles de permanecer no comando do Banco Central.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para maio de 2010, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,01 ponto, a 8,67%. Julho de 2010 ganhava 0,03 ponto, a 9,22%. E janeiro de 2011 subia 0,05 ponto, a 10,41%.

Entre os vencimentos longos, o DI para janeiro de 2012 marcava estabilidade a 11,63%. Janeiro de 2013 também ficou estável a 11,98%, e janeiro 2014 subiu 0,01 ponto, projetando 12,10%.

Até as 16h15, foram negociados 769.910 contratos, equivalentes a R$ 71,25 bilhões (US$ 40,54 bilhões), 44% acima do registrado ontem. O vencimento maio de 2010 foi o mais negociado, com 243.385 contratos, equivalentes a R$ 24,19 bilhões (US$ 13,76 bilhões).

Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o pregão de hoje foi de ajuste técnico de posições, enquanto os agentes aguardam novos indicadores que possam reduzir a dúvida sobre com será o início do ciclo de alta na taxa Selic.

Campos Neto mantém previsão de alta de 0,5 ponto na taxa básica para a reunião de 28 de abril, mas aponta que o mercado seguirá dividido, pois também existem justificativas para uma alta de 0,75 ponto percentual.

O gestor de renda fixa da Nobel Asset Management, Julio Fernandes, também acredita que o Copom deve ser gradual no ajuste do juro básico. Primeiro, em função do ambiente global, que ainda guarda incertezas, e segundo, porque essa foi a sinalização dada pelo próprio Banco Central em seu Relatório de inflação. "O próprio BC vem sinalizando. Ele está coordenando expectativas nessa direção." Amanhã, os agentes conhecem os indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Destaque para a utilização da capacidade, que ajuda a medir o grau de ociosidade da economia. Já na quinta-feira, foco no IPCA e IGP-DI de março.

(Eduardo Campos | Valor)

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