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08/04/2010 - 11h33

DIs curtos operam estáveis após IPCA e IGP-DI

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros mostram pouca variação nesta quinta-feira apesar de uma agenda relevante de indicadores. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,52% em março, recuando de 0,78% registrado em fevereiro, e ficando dentro do estimado pelo mercado. Já o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 1,09% para 0,63%.

Para o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, ambos os índices confirmaram um movimento já esperado: a desaceleraram da inflação na margem depois das pressões pontuais de janeiro e fevereiro. Por isso, a baixa reação do mercado. No entanto, o patamar dos indicadores ainda é relativamente alto.

Nos próximos meses, diz Perfeito, a inflação deve continuar apresentando melhora. Mas dois fatores devem ser monitorados de perto para que tal expectativa se confirme: o câmbio, que tem grande impacto nos preços locais, e o comportamento dos alimentos, que pode novamente ser pressionados pelo regime de chuvas.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em maio não registrava negócios. Julho de 2010 operava estável, a 9,26%. Janeiro de 2011 também registrava estabilidade, a 10,45%.

Já entre os vencimentos mais longos, janeiro de 2012 subia 0,01 ponto, a 11,69%. Janeiro 2013 também ganhava 0,03 ponto 12,06%. E janeiro 2014 também avançava 0,03 ponto, a 12,22%.

Avaliando agora o horizonte de política monetária, Perfeito aponta que a Gradual ainda não fechou sua previsão quanto ao tamanho do ajuste a ser implementado na Selic agora em abril. Mas ressalta que uma elevação de 0,75 ponto não está descartada.

Esse início de ciclo mais forte não seria uma resposta à deterioração de cenário, mas ocorreria em função da decisão passada, que optou pela estabilidade. Segundo Perfeito, as expectativas de inflação pioraram nesse espaço de tempo entre as reuniões, o que pode exigir uma postura mais afirmativa do BC.

Ainda de acordo com o economista, independentemente da forma como o ciclo começar, o ajuste total não deve fugir muito de 250 ou 275 pontos base de alta.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro oferta Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor)

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