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09/04/2010 - 13h57

Preços de alimentos sobem e pressionam custo de vida em São Paulo

SÃO PAULO - O custo de vida dos paulistanos, medido pelo Índice do Custo de Vida (ICV), subiu 0,47% em março, como resultado do aumento de gastos com Alimentação, Saúde e Habitação, que, em conjunto, contribuíram com 0,70 ponto percentual no total da inflação no mês.

De acordo com o levantamento feito pelo Departamento Intersindical de estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no acumulado de 12 meses findos em março, o aumento do custo de vida é de 5,79%. Já no acumulado dos três primeiros meses do ano, a alta é de 2,81%.

No índice mensal, o maior aumento foi verificado no grupo Alimentação, com 1,54%, devido principalmente à inflação de 2,41% verificada nos produtos in natura e semielaborados. Na indústria alimentícia, o aumento foi de 0,98%, enquanto a alimentação fora do domicílio avançou 0,65%.

Em Saúde, o aumento de 1,54% no custo da assistência médica resultou em forte impacto para o grupo, que teve inflação de 1,25% em março. Os preços de medicamentos e produtos farmacêuticos ficaram estáveis, com 0,05%.

Por sua vez, o avanço de 0,89% do custo do subgrupo locação, impostos e condomínio - consequência, principalmente, do aumento de 25% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que foi distribuído em dez parcelas com variação de 2,22% ao mês - levou a uma alta de 0,46% no grupo Habitação. Os subgrupos operação (0,29%) e conservação do domicílio (0,32%) tiveram pouca alteração em seus valores.

Na contramão dos resultados, a queda em março nos preços do álcool (declínio de 10,14%) e da gasolina (queda de 1,62%) levou à deflação de 1,65% no grupo Transportes, com contribuição negativa de 0,27 p.p. no cálculo do ICV. O transporte coletivo teve ligeira variação positiva, resultado dos reajustes ocorridos nos ônibus intermunicipais e de um resíduo de aumento do metrô e dos trens.

Na análise do custo de vida por faixa de renda, o indicador registrou impacto diferenciado, pesando mais sobre as famílias mais pobres, com renda média de R$ 377,49. Para esta faixa, a alta chegou a 0,89%.

Já para as famílias com nível de renda intermediário (R$ 934,17), o aumento foi de 0,62%. Por fim, para as pessoas com maior poder aquisitivo (renda média de R$ 2.792,90), o avanço foi menor, de 0,32%.

(Karin Sato | Valor)

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