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12/04/2010 - 09h45

Bovespa deve iniciar semana instável; Grécia permanece no foco

SÃO PAULO - Depois de ter perdido 0,51% nos negócios de sexta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve ter um início de pregão instável, com uma tendência negativa. A sinalização parte do Ibovespa futuro, que começou as operações em alta e, há pouco, inverteu o rumo e passou a recuar 0,05%, aos 71.435 pontos.

Na sexta-feira passada, o dia contou com uma agenda fraca e os investidores aproveitaram para realizar lucros. Apesar de ter se aproximado dos 72 mil pontos, o Ibovespa caiu 0,51%, para 71.417 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 5,874 bilhões.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones chegou a bater os 11 mil pontos, algo que não acontecia desde 29 de setembro de 2008. Ao fim da jornada, o índice registrou valorização de 0,64%, aos 10.997 pontos e nova máxima de fechamento em 18 meses. O S & P 500 aumentou 0,67%, enquanto o Nasdaq subiu 0,71%.

A segunda-feira será esvaziada de indicadores e as atenções recaem novamente sobre a Europa. O mercado deve reagir ao acordo acertado ontem entre os ministros das Finanças da zona do euro para socorrer financeiramente a Grécia.

Atenas receberá 30 bilhões de euros em empréstimos emergenciais dos países unidos pelo euro. O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai aportar entre 10 bilhões de euros e 15 bilhões de euros.
O comunicado divulgado ontem reforçou que a Grécia não pediu ajuda financeira e que os créditos serão concedidos com apoio unânime de todos os integrantes da zona do euro.

Pela manhã, os índices futuros americanos operavam sem uma única direção, enquanto, na Europa, as principais bolsas registram queda. Na Ásia, a maior parte das praças acionárias fechou em baixa, com exceção de Tóquio.

O Shanghai Composite, de Xangai, teve uma perda de 0,51%, aos 3.129 pontos, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,32%, aos 22.138 pontos. Já o Kospi, de Seul, recuou 0,82%, para 1.710 pontos, e, em Tóquio, o índice Nikkei 225 teve alta de 0,42%, para 11.251 pontos.

No mercado chinês, os investidores souberam que os novos empréstimos denominados em yuan somaram 510,7 bilhões de yuan em março. Um mês antes, o montante correspondeu a 700,1 bilhões de yuan.

Desta forma, no primeiro trimestre deste ano, os novos empréstimos denominados em yuan somaram 2,6 trilhões de yuan, ou 1,98 trilhão de yuan a menos do que em período equivalente do calendário passado.

No cenário corporativo brasileiro, a Embraer informou sexta-feira que fechou o primeiro trimestre com entregas de 41 jatos, um a mais do que no mesmo período de 2009. A companhia fechou março com uma carteira de pedidos firmes de US$ 16 bilhões, 3,6% abaixo do saldo de dezembro.

A Embraer ainda relatou que o contrato de venda de 20 jatos do modelo 190 para a Argentina foi efetivado na sexta-feira. Os aviões serão destinados à Austral - subsidiária da Aerolíneas Argentinas - e começam a ser entregues em julho. O contrato foi anunciado em maio de 2009, mas estava condicionado ao cumprimento de determinados requisitos.

Dos 20 jatos, três já estavam incluídos na carteira de pedidos firmes da Embraer do primeiro trimestre de 2010 como"cliente não divulgado".

Os papéis ON da companhia recuaram 0,57% no último pregão, a R$ 10,45.

No mercado de câmbio, o dólar cai em relação às principais moedas. No Brasil, pelo terceiro dia seguido, a divisa americana diminuía, há pouco, 0,28%, a R$ 1,768 na venda. No mercado futuro, entretanto, o dólar avançava 0,08%, a R$ 1,774.

Na sexta-feira passada, o dólar perdeu 0,22%, a R$ 1,773 na venda. Na semana, entretanto, a moeda acumulou alta de 0,23%.

(Beatriz Cutait | Valor)

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