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12/04/2010 - 18h10

Papéis da Petrobras pesam e Ibovespa volta a perder força

SÃO PAULO - No segundo dia de baixa e de descolamento do mercado americano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a mostrar maior força vendedora nos negócios desta segunda-feira.

Com mínima de 70.505 pontos e máxima de 71.606 pontos, o Ibovespa recuou 1,12%, aos 70.614 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,869 bilhões.

Em Wall Street, o Dow Jones fechou acima dos 11 mil pontos pela primeira vez desde 26 de setembro de 2008. O índice apresentou alta de 0,08%, aos 11.006 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,16%, aos 2.458 pontos, e o S & P 500 subiu 0,18%, aos 1.196 pontos.

O maior ânimo dos investidores no cenário externo foi beneficiado em parte pelo anúncio do aguardado socorro financeiro à Grécia, mas também pela expectativa em relação aos balanços corporativos, como da Alcoa.

Ontem, os ministros das Finanças da zona do euro concordaram em oferecer 30 bilhões de euros em empréstimos emergenciais à Grécia, enquanto outros 10 bilhões a 15 bilhões de euros partirão do Fundo Monetário Internacional (FMI).

No Brasil, o desempenho dos papéis da Petrobras deram maior impulso para as vendas na Bovespa. As ações PN, que movimentaram R$ 1,043 bilhão, recuaram 2,38%, a R$ 34,39.

Segundo analistas, as incertezas em relação ao processo de capitalização da companhia continuam a"incomodar"o mercado.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou hoje que os prazos para a realização da capitalização da companhia com a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de óleo e gás estão ficando mais apertados.
Apesar da ressalva, Gabrielli confirmou que a empresa continua trabalhando com a hipótese de realizar a operação ainda no primeiro semestre deste ano."Se não houver a cessão onerosa, vamos ver como a capitalização será feita, porque ela é indispensável", comentou.

O analista do BB Investimentos, Nelson Rodrigues de Matos, avalia que o momento enfrentado pela Petrobras é crítico em função das indefinições a cerca da capitalização.

"Sabemos que a questão política, de aprovação no Congresso, é demorada, e o calendário eleitoral está chegando, então o prazo é muito apertado", ressaltou.

Para o economista-chefe da LLA Investimentos, Sérgio Manoel Correia, além da Petrobras, contribuiu para a queda do Ibovespa a preferência dos investidores em embolsarem os ganhos, diante de uma agenda esvaziada.

"Não houve notícias e tivemos um movimento de realização de lucros, impulsionado pela Petrobras", pontuou.

As perdas do principal índice da bolsa brasileira ainda ganharam força com a desvalorização de 0,57% dos papéis PNA da Vale, a R$ 50,75, com giro financeiro de R$ 481,6 milhões.

Já as ações ON da OGX Petróleo caíram 1,93%, para R$ 17,30, com giro financeiro de R$ 251,2 milhões. A empresa apontou a presença de hidrocarbonetos em seção do poço 3-OGX-9DB-RJS, no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos.

"Este é o primeiro poço delimitatório da acumulação de Vesúvio, descoberta pelo poço OGX-1, e também teve como objetivo reservatórios arenosos, também de idade eocênica, mas não atingidos pelo poço anterior", explicou a companhia.

Entre as maiores altas do índice estiveram os papéis ON da Cosan, que subiram 3,93%, para R$ 22,50, ON da mineradora MMX, com apreciação de 2,39%, a R$ 13,28, e ON da LLX Logística, com ganhos de 2,11%, a R$ 8,69.

Já o campo negativo foi liderado pelos papéis do setor de papel e celulose, com destaque para as ações ON da Fibria, que cederam 3,29%, a R$ 37,05, e PN da Klabin, com desvalorização de 2,94%, a R$ 5,61.

Ainda no cenário corporativo, a Usiminas anunciou nesta tarde a troca no comando da empresa, com a saída do presidente executivo, Marco Antônio Castello Branco, que será substituído por Wilson Brumer, que ocupa atualmente o posto de presidente do Conselho de Administração da produtora de aços planos. Castello Branco ficará no posto até o dia 30 deste mês.

A presidência do Conselho, por sua vez, será ocupada por Israel Vainboim, que vinha participando dos Conselhos de Administração de diversas empresas, como Itaú Unibanco, Souza Cruz e Embraer.

Os papéis PNA da Usiminas caíram hoje 1,06%, a R$ 60,55, enquanto as ações ON cederam 1,44%, a R$ 61,11.

(Beatriz Cutait | Valor)

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