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15/04/2010 - 18h11

Ações da Petrobras e de siderúrgicas deixam Ibovespa no vermelho

SÃO PAULO - O fraco desempenho de papéis de peso sobre o mercado brasileiro impediu o Ibovespa de acompanhar os ganhos registrados no cenário internacional. O índice perdeu o patamar de 71 mil pontos, no qual tenta se firmar desde o início do mês.

Depois de avançar nos dois últimos pregões, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou entre 70.429 e 71.065 pontos e fechou com queda de 0,72%, aos 70.524 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 8,582 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula baixa de 1,25%.

De acordo com analistas do mercado, a proximidade do vencimento de opções sobre ações, que ocorre na segunda-feira, foi o fator decisivo para o movimento e o volume de hoje.

"Só depois que passar o vencimento é que veremos o mercado com maior clareza", ressaltou a gestora da Dias de Souza Participações, Maria Cristina Lara Dias de Souza.

Os papéis da Petrobras giraram R$ 1,474 bilhão, e recuaram 1,89%, a R$ 33,6. Ações do setor de siderurgia também pressionaram o Ibovespa para baixo, como Usiminas ON e PNA, que recuaram 2,9% e 2,3%, respectivamente cotadas a R$ 60,2 e a R$ 60,08. Além delas, os papéis PN da Gerdau perderam 2,12%, a R$ 30,44.

No sentido contrário, as ações PNA da Vale subiram 0,56%, a R$ 51,2, e giraram R$ 2,059 bilhões.
Já em Wall Street, o desempenho das bolsas foi positivo pelo sexto dia, beneficiado pelos indicadores favoráveis da economia chinesa.

O índice Dow Jones apresentou alta de 0,19%, aos 11.144,57 pontos - na maior pontuação desde 19 de setembro de 2008 -, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,43%, aos 2.515,69 pontos, e o S & P 500 subiu 0,08%, aos 1.211,67 pontos.

No cenário corporativo nacional, entre as maiores altas do Ibovespa figuraram novamente os papéis ON da Fibria, que tiveram ganhos de 3,38%, para R$ 39,69.

A empresa - resultante da fusão de Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz - e a Suzano Papel e Celulose anunciaram hoje reajuste de US$ 50 por tonelada nos preços da celulose de fibra curta, a ser implementado a partir de 1º de maio.

Esse é o quinto aumento anunciado em 2010 e é válido para os três mercados mundiais de referência. Com a alta, a cotação da matéria-prima na América do Norte alcança US$ 920 por tonelada. Na Europa, o preço vai a US$ 890 por tonelada e na Ásia/China, US$ 850.

Fora do principal índice da bolsa brasileira, as ações PNA da Suzano Papel e Celulose também avançaram 2,89%, a R$ 24,9.

Ainda entre os destaques positivos do dia estiveram, na mesma ordem de ontem, as ações da Brasil Telecom PN, com ganhos de 2,87%, para R$ 12,15, e TAM PN, com valorização de 2,71%, a R$ 33,3.

A demanda de passageiros nos voos domésticos da companhia aérea cresceu 11,8% em março na comparação com o mesmo mês de 2009, abaixo da média do setor, que apresentou expansão de 32% no período. Já a oferta de assentos cresceu 5%, o que fez a ocupação média das aeronaves avançar 3,8 pontos percentuais, para 63,0%.

Nos voos internacionais, o movimento de passageiros da TAM cresceu 8,9%, enquanto a oferta de assentos subiu apenas 1,6%, elevando a taxa de ocupação dos aviões em 4,7 pontos percentuais, para 70,9%.

Já os papéis PNA da Braskem subiram 2,06%, para R$ 12,84. O mercado reagiu à notícia de que 83,17% do aumento de capital proposto pela companhia foi subscrito por seus acionistas, após a aquisição de sobras de subscrição, totalizando R$ 3,742 bilhões em ações. Desse montante, R$ 1,364 bilhão serão destinados à reserva de capital e R$ 2,378 bilhões ao capital social.

No dia 8 de abril, a companhia já havia anunciado que a BRK Investimentos Petroquímicos - empresa formada por Odebrecht e Petrobras e controladora da Braskem - iria adquirir até R$ 3,5 bilhões do aumento de capital. Desta forma, os minoritários responderam por apenas R$ 242 milhões da operação.

Na ponta vendedora do Ibovespa apareceram os papéis Net PN, com queda de 4,08%, a R$ 21,58, LLX Logística ON, com recuo de 3,36%, a R$ 8,62, e Copel PNB, com desvalorização de 3,06%, a R$ 35,7.

A agenda de amanhã será esvaziada e contará apenas com os dados de construção de novas moradias nos Estados Unidos, referentes a março, e com a prévia do indicador de confiança do consumidor, da Universidade de Michigan.

(Beatriz Cutait | Valor)

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