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15/04/2010 - 17h40

Brasil precisa ampliar participação no comércio mundial, diz O ' Neill

SÃO PAULO - Para se tornar uma das principais economias, o Brasil precisa aumentar sua participação no comércio mundial. Segundo Jim O''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''Neill, economista-chefe do Goldman Sachs, esse representa o maior desafio do país nos próximos anos.
Criador do acrônimo Brics (conjunto de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China), O''''''''''''''''''''''''''''''''Neill observou que o real se tornou menos competitivo em relação às demais moedas porque a economia brasileira ainda está muito atrelada ao mercado interno.
"Falta um comprometimento maior com o comércio externo", avaliou O''''''''''''''''Neill em videoconferência realizada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP)."O real, por exemplo, está mais fraco do que o rublo russo porque o Brasil tem participação pequena na corrente de comércio internacional", acrescentou.

Segundo o economista, Brasil, China e Índia também precisam adotar um política monetária bem ajustada para atender ao aumento significativo da demanda interna em seus respectivos países."No caso brasileiro, o país ainda está na fase inicial de colher os dividendos de uma inflação baixa com uma população jovem".
Ele também avaliou que o principal desafio da China está em voltar sua estrutura de consumo para o mercado interno. Já a Índia, sustenta o economista, necessita oferecer uma educação de qualidade para toda a população e não apenas para uma pequena elite.

Enquanto isso, a Rússia precisa reduzir sua dependência das exportações de commodities, como óleo e gás, além de buscar uma solução para baixa expectativa de vida dos homens. A média, segundo O''Neill, é de apenas 59 anos.

(Fernando Taquari | Valor)

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