UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

15/04/2010 - 09h45

Ibovespa deve acompanhar mercado americano e iniciar pregão em baixa

SÃO PAULO - Em novo dia de agenda movimentada por conta de indicadores nos Estados Unidos e na China, o mercado acionário brasileiro, que teve um desempenho positivo nos dois últimos pregões, deve iniciar os negócios em queda. A indicação é dada pelo Ibovespa futuro de junho, que recuava, há pouco, 0,32%, aos 71.905 pontos.

Ontem, resultados corporativos da Intel e do JPMorgan animaram os agentes e, apesar da volatilidade gerada pelo vencimento do índice futuro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu acompanhar o cenário externo e avançar. O Ibovespa se valorizou em 0,34%, aos 71.034 pontos, com giro financeiro de R$ 11,2 bilhões.

Em Wall Street, no quinto dia seguido de apreciação das bolsas, o índice Dow Jones subiu 0,94%, para 11.123 pontos, o S & P 500 teve alta de 1,12%, para 1.210 pontos, e o Nasdaq aumentou 1,58%, aos 2.505 pontos.

Nesta manhã, os índices futuros americanos operavam em baixa, enquanto as bolsas europeias não apresentavam direção definida.

Na Ásia, as bolsas tiveram uma jornada positiva, com exceção do índice Shanghai Composite, de Xangai, que ficou próximo da estabilidade, com ligeira perda de 0,04%, aos 3.164 pontos.

Os investidores estão atentos aos dados positivos divulgados na China. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 11,9% nos três primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2009, somando 8,06 trilhões de yuan (US$ 1,19 trilhão).
A taxa foi 5,7 pontos percentuais superior à apurada um ano atrás, quando o crescimento econômico abrandou para 6,2%, a menor leitura em uma década. O resultado do primeiro trimestre também foi melhor do que o verificado nos três últimos meses de 2009, quando a economia avançou 10,7%.

Já o índice de preços ao consumidor da China registrou alta de 2,4% em março, perante um ano antes. No primeiro trimestre de 2010, a inflação foi de 2,2%, no comparativo com mesmo intervalo do ano passado.

Além disso, as vendas no varejo da China aumentaram 17,9% entre janeiro e março deste ano, em comparação com os mesmos três meses de 2009, e somaram 3,6374 trilhões de yuan, o correspondente a US$ 532,6 bilhões.

Na agenda americana, destaque para os números dos pedidos semanais por seguro-desemprego, da produção industrial em março e também para o índice de atividade do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia.
No cenário corporativo brasileiro, a Vale revelou ontem que distribuirá a primeira parcela da remuneração aos seus acionistas no próximo dia 30. O pagamento será de R$ 2,198 bilhões, ou R$ 0,421660513 por ação ordinária ou preferencial. O dividendo mínimo da Vale para 2010 foi anunciado no início do ano e corresponde a US$ 2,5 bilhões.
Ontem, os papéis PNA da companhia subiram 0,76%, a R$ 51,34, e giraram R$ 1,300 bilhão.

Já a Braskem informou que 83,17% do aumento de capital proposto pela companhia foram subscritos por seus acionistas, após a aquisição de sobras de subscrição, totalizando R$ 3,742 bilhões em ações. Desse montante, R$ 1,364 bilhão serão destinados à reserva de capital e R$ 2,378 bilhões ao capital social.

No dia 8 de abril, a companhia já havia anunciado que a BRK Investimentos Petroquímicos - empresa formada por Odebrecht e Petrobras e controladora da Braskem - iria adquirir até R$ 3,5 bilhões do aumento de capital. Desta forma, os minoritários responderam por apenas R$ 242 milhões da operação.

Conforme adiantado pelo Valor em 29 de março, a adesão ao aumento de capital foi baixa porque o preço de emissão, de R$ 14,40 por ação, estava acima da cotação de mercado. O aumento de capital integra a operação de compra da participação da Unipar na petroquímica Quattor pela Braskem e Petrobras, anunciada em janeiro.

As ações PNA da empresa caíram ontem 0,08%, para R$ 12,58.

No mercado de câmbio, após recuar nos últimos cinco dias, quando se desvalorizou em 1,63%, o dólar ganha força sobre as principais moedas do mundo. No Brasil, a divisa americana subia, há pouco, 0,22%, para R$ 1,753 na venda. No mercado futuro, o dólar tinha apreciação de 0,31%, a R$ 1,757.

(Beatriz Cutait | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host