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15/04/2010 - 18h27

Petrobras estuda parceria com Sinopec e negocia com banco chinês

SÃO PAULO - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, anunciou hoje a assinatura de um memorando de entendimento entre a estatal e a companhia chinesa Sinopec para o desenvolvimento de parcerias estratégicas nas áreas de exploração, produção e refino de petróleo, além de negócios em petroquímica, transportes e fertilizantes.

Paralelamente, a empresa brasileira fechou acordo de cooperação com o Banco de Desenvolvimento da China para discussão de financiamentos bilaterais no futuro.

O executivo esclareceu, no entanto, que a estatal ainda não fechou nenhuma nova linha de crédito além dos US$ 10 bilhões já liberados pelo banco de fomento chinês, dos quais a Petrobras já sacou entre US$ 7 bilhões e US$ 7,5 bilhões.
Na área de exploração será discutida com a Sinopec a possibilidade de venda de parte da participação da Petrobras em dois blocos exploratórios - PAMA-3 e PAMA-8 - na Bacia do Pará-Maranhao.

Já em refino e petroquímica será avaliada a participação chinesa no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além da possibilidade de novos contratos de fornecimento de petróleo para a Sinopec, que já compra até 200 mil barris por dia da Petrobras.

Segundo Gabrielli, o memorando de entendimentos também abrange estudos para contratos de serviços entre China e Brasil, incluindo transporte de petróleo e outros produtos. O executivo também disse que não há um prazo para acordo entre as partes.
"As duas empresas vão trabalhar. Vamos chegar a conclusões favoráveis ou não", disse o presidente da Petrobras, reconhecendo, no entanto, a possibilidade de um acordo sobre a venda da fatia nos blocos exploratórios ainda neste ano."O que vai ser vendido dos blocos será resultado de análise", acrescentou.

Durante o Congresso Brasileiro do Aço - organizado em São Paulo pelo Instituto Aço Brasil -, Gabrielli também reforçou a expectativa de realizar a capitalização da Petrobras até o fim do semestre, como forma de viabilizar os investimentos da estatal nos próximos anos.

(Eduardo Laguna | Valor)

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