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15/04/2010 - 14h52

PIB da China e balanço da Roche levam bolsas europeias a novas altas

SÃO PAULO - As bolsas europeias fecharam com as maiores pontuações em mais de um ano e meio, ajudadas pelo PIB da China acima do esperado no primeiro trimestre e pelo bom desempenho da Roche.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,50%, para 5.825 pontos; em Paris, o CAC 40 avançou 0,20%, para 4.066 pontos; em Frankfurt, o DAX ganhou 0,21%, fechando aos .6291 pontos.

As atenções dos investidores estiveram voltadas para o Oriente nesta quinta-feira. A China informou que seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,9% nos três primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2009, somando 8,06 trilhões de yuan (US$ 1,19 trilhão). O resultado ficou um pouco acima das previsões dos economistas, que apostavam em uma alta de 11,5%.

O mercado também repercutiu as informações do Livro Bege, divulgado ontem à tarde, quando as bolsas europeias já estavam fechadas. O documento mostrou que recuperação econômica está se disseminando por grande parte dos Estados Unidos. Os comerciantes percebem vendas melhores e as fábricas estão aumentando a produção, mas muitas companhias seguem cautelosas com relação a contratações.

O novo levantamento do Fed é consistente com a visão do presidente da instituição, Ben Bernanke, de que está ficando clara uma recuperação modesta da economia, embora não muito forte para reduzir rapidamente o desemprego, hoje em 9,7%.

O contraponto desta quinta-feira ficou com os dados de seguro-desemprego nos EUA, que aumentaram em 24 mil na semana passada.

No continente europeu, a principal informação macroeconômica veio da Espanha, onde a inflação subiu 1,4% em março, na comparação com um ano antes, e acabou 0,6 ponto acima da taxa anual de fevereiro.

No campo corporativo, o destaque positivo do dia foi o balanço da Roche, cujas ações subiram 2,8%. A gigante farmacêutica ampliou as vendas em 6% no primeiro trimestre para 12,2 bilhões de francos suíços (US$ 11,6 bilhões), superando a previsão de 11,8 bilhões de francos feita por analistas.

Já o destaque negativo ficou com o setor aéreo. Ryanair caiu 1,61%, SAS perdeu 1,53% e Easyjet recuou 0,27%. O tráfego aéreo na Europa foi afetado nesta quinta-feira por uma erupção vulcânica na Islândia. A nuvem de cinzas ameaça a visibilidade e a segurança dos voos. As operações no Reino Unido, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Suécia e no norte da Finlândia foram limitadas.

(Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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