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19/04/2010 - 17h50

Ação da Julio Simões sai a R$ 8,00 e oferta soma R$ 446 milhões

SÃO PAULO - Depois de um atraso de um dia, os investidores conhecem o preço de emissão das ações da Julio Simões. O processo de coleta de intenções de investimento fixou o preço em R$ 8,00, abaixo do piso de R$ 8,50 a R$ 9,50 divulgado na sexta-feira. Vale lembrar que a previsão inicial era de ter ações entre R$ 10,75 a R$ 13,75.

Pelas informações disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), está registrada a venda de 61.813.953 ações ordinárias. Levando em conta os últimos termos disponíveis, tal montante equivale ao lote inicial de 55.813.953 ações, mais 6 milhões de papéis, ou 11% do lote suplementar.
Dessa forma, a oferta primária movimentou R$ 446 milhões nos termos iniciais, chegando a R$ 494 milhões com o lote extra.

O Anúncio de Início, com informações mais detalhadas, assim como a ocorrência de rateio na oferta de varejo serão conhecidos amanhã.
De acordo com Comunicado ao Mercado divulgado na sexta-feira, em função das alterações na oferta, as pessoas físicas poderiam desistir dos pedidos de reserva até as 12 horas do dia 23. Tal intenção deveria ser comunicada à corretora consorciada. Em caso de silêncio, será presumida a aceitação.

Com o dinheiro obtido por meio da venda das ações, a companhia pretende investir no seu crescimento orgânico, fazer aquisições e também melhorar o perfil de seu endividamento.

O controle da companhia é da Julio Simões Participações, empresa controlada por membros da família Simões.

Esse não é o primeiro caso em 2010 de uma empresa que tem de rever seus planos para colocar ações no mercado. Em março, a OSX, futuro estaleiro a ser instalado em Santa Catarina pelo grupo EBX do empresário Eike Batista, teve que reduzir não só o preço estimado, de R$ 1.000 a R$ 1.333,33 para R$ 800, como cortar o tamanho da oferta, de 5.511.739 ações para 3.063.000 ações.

Vale lembrar, também, que apenas duas das seis ofertas iniciais do ano saíram com preços dentro da faixa estimada.

Matéria publicada hoje no jornal Valor aponta que os investidores estão dando as cartas nas ofertas públicas iniciais de ações deste ano e cada vez têm mais poder para determinar a que preço vão comprar os papéis das candidatas a abrir capital na bolsa paulista. Se é que estão dispostos a pagar alguma coisa.
Segundo os especialistas ouvidos pelo Valor, as explicações variam entre cenário macroeconômico incerto, preço alto prometido pelos bancos aos empresários, maior seletividade do investidor e também concorrência com as ações já listadas, do mesmo setor ou não, mas com potencial de valorização mais alto.
(Eduardo Campos | Valor)

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