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19/04/2010 - 12h35

DIs marcam estabilidade após conversas do BC com mercado

SÃO PAULO - Mesmo com a piora nas projeções de inflação e aumento na taxa Selic esperada para o final do ano, os contratos de juros futuros operam entre a estabilidade e a queda na Mercadorias e Futuros (BM & F).

Um operador que preferiu não se identificar comentou que o que acalmou os ânimos no mercado foram reuniões que aconteceram entre o Banco Central (BC) e corretoras e bancos. Os agentes saíram desses encontros com a percepção de que a autoridade monetária está menos preocupada que o mercado com o comportamento da inflação e que o plano original, que sugere alta de 0,5 ponto percentual na Selic, será mantido.

Além disso, disse o especialista, os estrangeiros voltaram a atuar na ponta longa da curva, vendendo taxa ao enxergar boa oportunidade após a recente puxada de alta nos vencimentos janeiro 2012 e janeiro 2013, por exemplo.

Por volta das 12h05, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em maio não registrava oscilação, apontando 8,74%. Julho de 2010 destoava, subindo 0,03 ponto, a 9,41%. E janeiro de 2011 marcava estabilidade, a 10,71%.

Entre os vencimentos mais longos, janeiro de 2012 e janeiro de 2013 também estavam estáveis, a 11,97% e 12,40%, respectivamente. E janeiro 2014 cedia 0,04 ponto, a 12,56%.

Na agenda do dia, o Boletim Focus, do Banco Central, projeta Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,32% no encerramento de 2010, acima dos 5,29% da sondagem anterior. Essa foi a 13ª alta consecutiva. Para 2011, no entanto, a mediana foi mantida em 4,80%.

A novidade do relatório ficou por conta do ajuste na Selic projetada para o final do ano. Depois de 12 semanas ancorada em 11,25%, a taxa estimada pelos agentes subiu para 11,50%. No entanto, a mediana ainda sugere começo de ciclo com meio ponto percentual de ajuste. Ou seja, o mercado não espera um ajuste mais acentuado da taxa, mas sim um ciclo mais prolongado.

A pesquisa também captou uma nova revisão nos prognósticos de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 deve marcar avanço de 5,81%, contra 5,60%.

Os investidores também operam no aguardo do IPCA-15 de abril, que será apresentado amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As projeções oscilam entre 0,43% a 0,52%.

(Eduardo Campos | Valor)

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