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19/04/2010 - 19h28

Disputa por vaga no Senado pode abalar união de tucanos em SP

SÃO PAULO - Depois de superar os impasses em torno das candidaturas à Presidência da República e ao governo do Estado de São Paulo, o PSDB se vê envolvido em mais uma disputa interna com capacidade de abalar a união do partido.

Três tucanos lutam para serem indicados para concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo. A outra vaga na chapa já tem dono: o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) fez campanha para o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), nas eleições municipais de 2008 em troca do apoio dos tucanos e democratas à sua candidatura ao Senado em 2010.

Apesar de pregar o discurso da união, o deputado federal José Aníbal não descarta a realização de prévias. Para defender sua indicação, ele se baseia na pesquisa do Instituto Opinião, em que aparece com 12,5% das intenções de voto.
O ex-secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo Aloysio Nunes Ferreira, outro postulante ao cargo, está atrás com 6,8% das preferências.
"Sem um consenso, temos dois caminhos. Fazemos as prévias ou decidimos na convenção do partido em junho. De qualquer maneira, o PSDB é um partido democrático e não há a menor chance de ocorrer divisões internas por causa desta disputa", afirmou Aníbal, que já percorre o interior do Estado em busca do apoio de delegados tucanos. Na semana passada, por exemplo, esteve em Piracicaba.

Apesar de ter menos intenções de voto, Aloysio Nunes Ferreira acredita que deve ter a prioridade, uma vez que abriu mão de concorrer ao governo paulista para manter a união interna.
O candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes será o ex-governador Geraldo Alckmin."A decisão do partido precisa ser respeitada e o candidato será escolhido por mérito", rebateu Aníbal.

Embora também tenha aspirações de ser indicado para concorrer ao Senado pelo PSDB, o presidente estadual da legenda, deputado Antônio Mendes Thame tenta apaziguar os ânimos. Segundo ele, as prévias devem ocorrer apenas em último caso."Vamos fazer um esforço para esgotar todas as possibilidades. É preciso buscar a unidade, colocando os interesses do partido em primeiro lugar", recomendou.
Thame avaliou que a realização de uma consulta interna para a escolha do candidato não tem potencial de azedar as relações dos tucanos durante a campanha."As regras do processo ajudam a minimizar eventuais danos", concluiu.

(Fernando Taquari | Valor)

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