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19/04/2010 - 20h33

MP denuncia acusado do assassinato do cartunista Glauco

SÃO PAULO - O Ministério Público (MP) de São Paulo apresentou hoje à Justiça denúncia contra Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, acusado de matar o cartunista Glauco e o filho dele, Raoni. A denúncia foi oferecida ao juizado de Osasco (SP).

Cadu foi denunciado por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e por impedir a defesa da vítima - em relação à morte de Glauco.
O MP também o denunciou por homicídio duplamente qualificado por causa do assassinato de Raoni, por dificultar a defesa da vítima e tentar assegurar a impunidade pelo crime e garantir a fuga.

Cadu ainda foi denunciado por lesão corporal à viúva de Glauco, Betriz Glavão. Ser for condenado, ele poderá pegar pena que varia de 24 a 68 anos.

O Ministério Público pediu ainda que seja realizado exame para atestar a sanidade mental de Cadu. Se o acusado não for considerado inimputável - que é incapaz para responder por seus atos -, ele vai a júri popular.
Caso seja considerado, será enviado a um hospital psiquiátrico, onde terá de ficar de um a três anos. Depois desse período, novos exames deverão ser realizados.

"Se em razão do uso de drogas, se ele já era viciado, e em razão disso ele não tinha condições de se comportar conforme o entendimento que deveria quando realizou a conduta, ele poderia ser inimputável. Caso chegue-se a essa conclusão, a medida cabível no caso é a medida de segurança (internação em hospital psiquiátrico)", explicou o promotor do caso, Yuri Castiglione.

O acusado de ter dirigido o carro de Cadu no dia das mortes, Felipe de Oliveira Iasi, não foi denunciado pelo MP. Segundo o promotor Castiglione, ainda faltam diligências para que seja formada a"convicção"da promotoria.

"Há alguns laudos que ainda não foram juntados aos autos, que são relevantes para a minha convicção, que ainda não está formada. Além desses autos, há ainda necessidade de outras diligências complementares que necessitam ser realizadas para o esclarecimento, que é a busca da verdade", explicou o promotor.

(Agência Brasil)

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