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19/04/2010 - 09h17

Qualidade de crédito do consumidor melhora e retoma nível pré-crise, diz Serasa

SÃO PAULO - A recuperação do mercado de trabalho, que resultou no aumento do emprego e da renda, teve impacto positivo na capacidade de pagamento dos consumidores. Além disso, a trajetória de queda das taxas de juros observada em quase todo o ano de 2009 e no início de 2010 levou a um custo menor do financiamento.

 

Dentro deste cenário, a qualidade de crédito do consumidor retornou ao patamar que era observada antes da crise mundial, que eclodiu em setembro de 2008, mostrou pesquisa da Serasa Experian divulgada hoje.

O indicador que avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do consumidor - quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor a probabilidade de inadimplência - apresentou elevação de 0,7% no primeiro trimestre de 2010, atingindo o valor de 79,2.

Analisando o indicador por faixas de renda, verifica-se que a qualidade de crédito do consumidor está diretamente correlacionada com a sua renda. Isso porque a classe que ganha até R$ 500 por mês possui o menor índice de qualidade de crédito, com 74,8. Nos três últimos meses de 2009, a leitura foi de 73,1. Na outra ponta, quem ganha mais de R$ 10 mil tem a melhor pontuação (93,1), próxima daquela verificada no trimestre final do ano passado (93,6).

Já os consumidores com renda entre R$ 5 mil e 10 mil ficaram com 92,8.
Segundo a Serasa, a maior alta na qualidade do crédito se deu na classe de renda mais baixa, consequência não apenas da recuperação do mercado de trabalho, mas também dos mecanismos oficiais de transferência de renda.

As demais camadas de renda registraram melhora na qualidade de crédito no período, com exceção daquela formada por consumidores que ganham mais de R$ 10 mil por mês."Isso pode ser explicado pelo fato de que a demanda de crédito dos consumidores de renda mais elevada foi pouco afetada durante a crise, favorecendo a contínua expansão do seu endividamento, o que sempre tende a agregar um pouco mais de risco (maior probabilidade de inadimplência)", pontuou a Serasa.

Por fim, na análise por regiões, o Sul, com 84,2, foi a única região com pontuação superior à média nacional (79,2). Na sequência, apareceu o Sudeste, com 79. Já a região Norte teve a pior qualidade de crédito, de 75,7. O Centro-Oeste (77,1) e o Nordeste (78,3) ficaram abaixo da média nacional.

(Karin Sato | Valor)

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