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27/04/2010 - 15h37

Alemães têm interesse em investimentos para Copa e Olimpíada

BRASÍLIA - Em missão de oferta de logística e tecnologia para ajudar a concretizar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e a Olimpíada de 2016 no Brasil, o ministro da economia da Alemanha, Rainer Bruderle, disse hoje que a economia brasileira deve registrar"excelente performance", enquanto a atividade na Alemanha ainda acanhada pela crise mundial deve subir entre 1,4% e 1,5% sobre 2009.

Segundo ele, para muitos países, inclusive na Europa,"a crise ainda não acabou". Ele destacou que comunga da luta do governo brasileiro para redução do protecionismo comercial.

E alertou para que não seja esquecida a necessidade de se regular o sistema financeiro, para que"o efeito cassino"não se repita em desastres como a crise de 2008. Os bancos devem cumprir sua função de prover crédito, mas dentro de certos parâmetros, afirmou.

Ao lado de Bruderle, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, informou que cerca de 50 empresários alemães participaram de reuniões hoje pela manhã, no Itamaraty, de olho não só em investimentos na Copa e na Olimpíada, como também nas áreas de defesa, segurança, petróleo e gás e energias renováveis em geral.

O secretário de Transportes do Ministério das Cidades, Luiz Carlos Bueno, destacou que investimentos em corredores expressos de transportes, dirigidos à mobilidade urbana na Copa, foram destaque nas negociações, além do trem-bala ligando São Paulo ao Rio de Janeiro.

Sem dar uma dimensão do volume de investimentos previstos, Jorge explicou que os alemães"têm grande interesse"em parcerias em obras de infraestrutura e logística para 2014 e 2016, pela experiência que eles têm no setor. Já sediaram Olimpíadas e agora estão presentes na Copa da África do Sul, por exemplo.

"Eles querem entrar com a expertise em segurança, transportes e logística, como a organização de bilheterias nos estádios, por exemplo", disse Jorge, seguido por seu colega alemão.

Em tom de brincadeira, Bruderle disse que foi feito um acerto importante na reunião: se a seleção alemã não ganhar a Copa de futebol, os alemães torcerão para a equipe brasileira. E vice-versa.

Miguel Jorge disse que caberá à Agência Brasileira de Desenvolvimento da Indústria (ABDI) fazer a ponte entre o empresariado dos dois países, para agilizar o processo de investimentos e também incrementar o comércio exterior bilateral, ainda pequeno.

O ministro alemão lembrou que, como o Brasil é um grande celeiro de commodities, interessa a seu país, em especial, matérias-primas como minérios, petróleo e gás, além de interação sobre fontes de energias renováveis.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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