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27/04/2010 - 14h35

Amorim deixa encontro com Ahmadinejad mais otimista

BRASÍLIA - Depois de uma reunião com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, hoje o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ter encerrado sua missão de forma"mais otimista". Por meio de assessores, o chanceler afirmou que as conversas políticas que manteve em Teerã não foram definitivas. Desde ontem na capital iraniana, Amorim busca um acordo em para evitar punições ao governo Ahmadinejad em decorrência de suspeitas sobre o programa nuclear.

"As conversas em Teerã foram profundas e complexas, mas não definitivas. Saio daqui [do Irã] mais otimista", afirmou Amorim, antes de embarcar para retornar ao Brasil, de acordo com informações de assessores.

Hoje, Amorim defendeu que o governo Ahmadinejad apresente garantias à comunidade internacional que seu programa nuclear tem fins pacíficos e não há elementos que justifiquem as suspeitas de produção de armamentos.

"Todas as nações, incluindo o Irã, têm o direito de fazer uso pacífico da energia nuclear", afirmou Amorim, depois de uma série de reuniões políticas na capital do Irã. De acordo com ele, eventuais sanções contra o Irã ameaçam a sociedade iraniana como um todo."Não há resultado positivo algum nisso [na imposição de sanções]." O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Manouchehr Mottaki, disse que iranianos e brasileiros são"dois grandes jogadores internacionais que podem desempenhar um papel fundamental no estabelecimento da paz e da segurança internacionais".

Amorim chegou ontem a Teerã para uma visita de dois dias. Ele foi enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também orientou sua visita a Moscou (Rússia) e Istambul (Turquia). O objetivo é traçar uma estratégia em busca de negociações com eventuais parceiros para que o Irã não seja submetido a sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Lula irá para o Irã no dia 15 e ficará no país até o dia 17.

A pressão para aprovar sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) é liderada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Para os norte-americanos, o programa nuclear do Irã mantém de forma secreta a fabricação de armas atômicas. O presidente Ahmadinejad nega as suspeitas.

(Agência Brasil)

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