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27/04/2010 - 16h11

Com a queda deste pregão, Ibovespa retoma patamar do fim de fevereiro

SÃO PAULO - O Ibovespa voltou a acentuar a trajetória negativa no fim do pregão desta terça-feira, se aproximando dos 66 mil pontos.

Depois de recuar 3,07% na mínima do dia, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cedia 2,42%, por volta das 16h05, aos 67.202 pontos, retomando o patamar do dia 26 de fevereiro (66.503). O volume financeiro negociado, que atingiu apenas R$ 4,475 bilhões na jornada passada, gira em torno de R$ 7,043 bilhões.

A redução das posições no mercado acionário não é exclusividade do Brasil, visto que as principais bolsas europeias fecharam os negócios com baixa superior a 2%.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones caía, há pouco, 1,15%, enquanto o Nasdaq recuava 1,46% e o S & P 500 se desvalorizava em 1,55%.

Em um dia agitado pelas notícias internacionais, o chamado"golpe duplo"da Standard & Poor´s, que rebaixou os ratings soberanos da Grécia e de Portugal, centralizou as atenções dos agentes.

O resultado da decisão da agência de classificação de risco foi sentido tanto pelas bolsas, como pelas commodities, que apresentam redução dos preços.

Desta forma, ações expressivas para a trajetória do Ibovespa respaldam sua queda nesta jornada. Há instantes, as ações PN da Petrobras cediam 2,52%, a R$ 32,47, com giro de R$ 610,2 milhões. Já os papéis PNA da Vale perdiam 3,57%, a R$ 47,25, com volume movimentado de R$ 1,083 bilhão.

No destaque negativo do Ibovespa ainda constam as ações Fibria ON, com recuo de 5,03%, a R$ 35,99, Gol PN, com desvalorização de 4,60%, a R$ 21,75, e Cosan ON, com baixa de 4,58%, a R$ 21,83.

Únicas exceções do índice, os papéis ON da Sabesp subiam 0,61%, a R$ 34,22, enquanto Cemig PN avançava 0,48%, a R$ 31,14, e Vivo PN ganhava 0,34%, a R$ 44,18.

Fora do Ibovespa, os papéis da Telebrás voltam a registrar forte alta no pregão. Enquanto as ações ON subiam, instantes atrás, 8,24%, a R$ 2,10, os papéis PN avançavam 5,04%, a R$ 2,29.

Os investidores seguem atentos às discussões de definição do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com a possibilidade de restauração da Telebrás.

(Beatriz Cutait | Valor)

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