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27/04/2010 - 16h19

DIs fecham sem direção definida na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um pregão instável nesta terça, mas a visão geral é de um ajuste técnico de baixa depois da acentuada alta observada na segunda-feira. A avaliação é do gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, para quem o aumento da incerteza externa não acarreta impacto sobre a condução de política monetária.

Antes do ajuste final de posições na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para maio de 2010 ganhava 0,08 ponto, a 8,96%. Junho de 2010, o mais líquido do dia, teve acréscimo de 0,01 ponto, a 9,23%. Mas julho de 2010 caiu 0,01 ponto, a 9,50%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 recuou 0,02 ponto, atingindo 10,85%.

Já entre os vencimentos longos, o DI para janeiro de 2012 subiu 0,02 ponto, a 12,18%. Janeiro de 2013 ficou estável a 12,58%, e janeiro 2014 devolveu 0,02 ponto, para 12,63%.

Até as 16h15, foram negociados 1.925.485 contratos, equivalentes a R$ 180,76 bilhões (US$ 103,61 bilhões), 13% acima do registrado ontem. O vencimento junho de 2010 foi o mais negociado, com 575.040 contratos, equivalentes a R$ 57,01 bilhões (US$ 32,67 bilhões).

Hoje, a aversão ao risco deu um salto em âmbito global depois que a Standard & Poor´s rebaixou a classificação da dívida da Grécia ao status de"junk bond". A nota caiu em dois degraus, para"BB+", o que deve dificultar a capacidade de financiamento do país. Pouco antes, a mesma agência tinha cortado a nota de crédito soberano de Portugal. A classificação foi rebaixada de"A+"para"A-".

Com tais notícias, cresceu a preocupação com uma crise de endividamento soberano na região, já que outros países, como Itália, Espanha e Irlanda, também enfrentam problemas semelhantes com suas contas públicas.

Para Nassar, esses problemas não devem ter impacto na condução da política monetária local. O Banco Central deve seguir firme na intenção de dar início ao ajuste de política monetária, tirando a Selic do patamar atual de 8,75%, já na reunião de amanhã do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ainda de acordo com Nassar, o ciclo de ajuste vai começar com uma alta de 0,75 ponto percentual na Selic. Vale lembrar que mais uma vez o mercado vai dividido para a decisão, já que a mais recente pesquisa Focus ainda sugere elevação de 0,5 ponto, e uma fatia menor dos agentes estima alta de 1 ponto na taxa básica.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 407 mil Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), de um lote de 500 mil, arrecadando R$ 779 milhões. Amanhã acontece a segunda etapa via troca de títulos. (Eduardo Campos | Valor)

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