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27/04/2010 - 12h39

Votorantim Cimentos se volta para o interior e busca capacidade ociosa

SÃO PAULO - O consumo de cimento no Brasil deve apresentar um crescimento anual da ordem de 5% a 10% nos próximos anos. A projeção foi feita hoje pelo presidente da Votorantim Cimentos, Walter Schalka. Segundo o executivo, hoje, o consumo alcança 280 kg por habitante por ano, podendo chegar a 310 kg por habitante por ano diante da crescente demanda por materiais básicos de construção no país.

As estimativas da companhia baseiam-se no mercado potencializado por grandes obras de infraestrutura, construções industriais, alto consumo no varejo e evolução no segmento de moradia popular. Além disso, a característica do consumo também está mudando, a partir do momento que começa a migrar para o interior do país."Acreditamos na interiorização do consumo", afirmou Schalka.

Diante dessas perspectivas, a Votorantim Cimentos anunciou hoje novos investimentos no Brasil, no montante de R$ 2,5 bilhões, que deverão aumentar a capacidade da empresa, de modo que ela possa atender à demanda do mercado. Assim, a companhia, cuja capacidade de produção deverá fechar este ano em cerca de 27 milhões de toneladas, pretende alcançar uma capacidade total produtiva de 42 milhões de toneladas em 2013. Para tanto, serão construídas novas oito fábricas, em sete Estados brasileiros. Para 2011, está previsto o início das operações das fábricas no Maranhão e no Ceará, com capacidade de 750 mil toneladas por ano cada uma. Para 2012, serão iniciadas as operações em Goiás e Paraná (com 2 milhões de toneladas por ano, cada), Mato Grosso, com 1,2 milhão de toneladas por ano e Pará, com 750 milhões de toneladas por ano. Já para 2013, são esperadas as unidades da Bahia e a segunda do Pará, com capacidade de 1,2 milhão de toneladas cada. Hoje, estão em construção 5 fábricas da empresa, localizadas no Rio de Janeiro, Santa Catarina (2 unidades), São Paulo e Rio Grande do Norte. A ideia com os investimentos é antecipar uma possível necessidade futura, que faz com que a empresa se foque na manutenção de uma capacidade ociosa de 15%, para assegurar o abastecimento do mercado.

"Não posso ser surpreendido por uma demanda crescente, tenho que me programar com antecedência", afirmou o executivo, enfatizando que demora cerca de 30 meses para uma nova fábrica ser construída. A capacidade ociosa atual da Votorantim Cimentos está no baixo patamar de 5% a 10%. Walter Schalka não detalhou a origem dos recursos para as novas fábricas da empresa, afirmando apenas que são provenientes da unidade de caixa da corporação, não referentes à unidade de negócios. Segundo ele, as unidades gerarão contratações de cerca de 5 mil novos funcionários. (Vanessa Dezem | Valor)

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