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28/04/2010 - 13h30

Bradesco prevê aceleração do crédito até o fim do ano

SÃO PAULO - Após o lucro de R$ 2,1 bilhões do primeiro trimestre, que representou um crescimento de 22% na comparação anual, o Bradesco prevê uma aceleração mais forte na oferta de crédito nos próximos meses, o que permitirá ao banco cumprir a meta de ampliar entre 21% e 25% o saldo de empréstimos neste ano.

Em março, a carteira de crédito do Bradesco mostrou avanço de 10,4% em 12 meses, chegando a R$ 235,238 bilhões, mas Domingos Abreu, vice-presidente executivo da instituição financeira, disse hoje que o primeiro trimestre representa historicamente um período mais fraco, tornando"normal"uma aceleração dos empréstimos nos resultados seguintes.

Além da tendência de forte expansão nos segmentos de crédito consignado, imobiliário e empresas, como resultado do aquecimento na atividade econômica, a projeção do banco se sustenta em uma aguardada expansão da base de clientes.

De acordo com Abreu, novos tomadores de crédito - incluídos em um ano - responderam por R$ 32 bilhões da carteira do Bradesco em março, considerando aqui um montante de R$ 3,7 bilhões correspondente à incorporação dos empréstimos do Ibi, banco adquirido no ano passado. "Conseguimos crescer e diversificar o crédito com a entrada de novos clientes", afirmou o executivo durante teleconferência sobre os resultados do banco com jornalistas.

Os planos do banco incluem a abertura de 270 agências neste ano, entre 250 de varejo, 15 do segmento prime e mais cinco unidades voltadas ao middle market (segmento de pequenas e médias empresas).

Abreu disse que o banco realizou poucas inaugurações no primeiro trimestre, mas a tendência é de que o volume de aberturas suba gradativamente, com maior concentração nos últimos meses do ano. Sobre novas aquisições, o executivo assinalou que o mercado já está"bem consolidado".

A expectativa do Bradesco é de que o avanço do crédito seja acompanhado por uma contração da inadimplência de seus clientes, que, nas contas do banco, deverá cair para 4% do crédito até dezembro, após marcar 4,4% em março, considerando os atrasos superiores a 90 dias. O resultado do inadimplemento de março representou uma queda em relação ao nível de 4,9% de dezembro.

Com a tendência de redução nos calotes, o banco não prevê reforço nas provisões às dívidas de difícil liquidação.

As projeções do Bradesco levam em conta uma expansão de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, além de uma elevação dos juros básicos ao patamar de 11% até dezembro, dos atuais 8,75% ao ano.

O aperto na política monetária, no entanto, não deverá influenciar a tendência positiva do crédito, assim como os resultados do banco com títulos públicos na área de tesouraria, disse Abreu.

"Os ganhos (na tesouraria) dependem mais de uma leitura correta dos movimentos (de juros)", apontou Abreu.

(Eduardo Laguna | Valor)

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