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28/04/2010 - 07h30

Copom e Fed ditam rumo da quarta-feira

SÃO PAULO - A agenda da quarta-feira é pouco numerosa, mas reserva os dois eventos mais relevantes do mês de abril. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve dar início ao ciclo de aperto monetário, subindo a taxa Selic, que desde setembro do ano passado está em 8,75%. Não há consenso sobre um ajuste de 0,5 ponto ou 0,75 ponto percentual. No entanto, a reação ao veredicto, seja ele qual for, só acontece na quinta-feira.

Com isso, as atenções ficam voltadas à decisão do Federal Reserve (Fed), banco central americano. Por volta das 15 horas, o colegiado apresenta a taxa básica americana e consenso sugere estabilidade entre zero e 0,25% ao ano. Atenção ao comunicado no qual o Fed avalia economia e inflação. Pela manhã, são conhecidos os pedidos semanais por empréstimos hipotecários nos EUA. No Brasil, o BC mostra o fluxo cambial na semana encerrada no dia 23 de abril. A agenda local ainda reserva a Sondagem Industrial do primeiro trimestre. A pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 1.227 empresas em todo o país, no período de 5 a 19 de abril, revela a percepção dos empresários sobre o desempenho da produção, do emprego, dos estoques e da utilização da capacidade instalada da indústria.

Atenção também ao noticiário vindo da Europa, depois da forte piora de humor registrada ontem depois que Portugal teve sua nota de crédito rebaixada em dois degraus e a classificação da dívida da Grécia foi reduzida para especulativa.

No front corporativo, o Bradesco dá largada na apresentação de resultados entre os grandes bancos. Também são conhecidos os números da Comgás, Natura, NET, Totvs, Unipar e WEG.

No campo externo saem os balanços da AOL, BBVA, GlaxoSmithKline, Goodyear, Honda, Infineon Technologies, JetBlue, Dow Chemical e Visa. Na quinta-feira, além de assimilaram o voto do Copom, os agentes conhecem a taxa de desemprego em março, o IGP-M de abril e a nota de política monetária e operações de crédito de março. Está prevista ainda reunião mensal do Conselho Monetário Nacional (CMN).

A semana acaba com a primeira prévia do crescimento americano no primeiro trimestre, confiança do consumidor, atividade na região de Chicago, decisão de juros no Japão, taxa de desemprego na zona do euro e nota de política fiscal no Brasil.

(Eduardo Campos | Valor)

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