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28/04/2010 - 20h57

Cruzeiro do Sul pede para suspender oferta de ações por até 60 dias

SÃO PAULO - O Banco Cruzeiro do Sul suspendeu por até 60 dias seu processo de oferta pública de ações. Esperava-se que hoje fosse definido o preço dos papéis nessa operação.

Em comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco justifica o pedido alegando que a"atual conjuntura de mercado nacional e internacional é desfavorável à realização da oferta".

Os acionistas vendedores vão revisar os termos e condições da operação e eventuais alterações serão publicadas em aviso no Valor Econômico. Os pedidos de reservas feitos ontem serão cancelados e pagamentos já efetuados serão devolvidos, sem juros.

A intenção inicial do Cruzeiro do Sul era oferecer 29,5 milhões de ações preferenciais (PN, sem direito a voto), sendo 13,6 milhões em oferta primária (novas ações) e 15,9 milhões em oferta secundária. Desse montante, 1,36 milhão de papéis estavam em tesouraria. Outros 14,6 milhões seriam de acionistas vendedores, grupo que conta com banco BTG Pactual, além dos controladores da instituição, Luis Octavio Indio da Costa e Luis Felippe Indio da Costa. A oferta inicial somaria aproximadamente R$ 320 milhões pelas condições vigentes até então. A captação poderia, contudo, superar R$ 400 milhões, considerando a colocação do lote suplementar de 15%. Os papéis do lote extra são dos controladores. O banco pretendia usar os recursos para ampliar sua base de capital e aumentar sua carteira de crédito. De acordo com o prospecto, cerca de 95% desses recursos seriam investidos em operações de crédito consignado e o restante em operações de capital de giro de curto prazo atreladas a desconto de recebíveis. (Paula Cleto e Eduardo Campos | Valor)

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