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28/04/2010 - 13h21

Desemprego tem menor taxa para março desde 1998, mostra Dieese

SÃO PAULO - A taxa média de desemprego nas seis regiões metropolitanas do país passou de 13% em fevereiro para 13,7% em março, conforme a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita pelo Dieese em parceria com a Fundação Seade.

Apesar de manter a tendência de alta, trata-se da menor taxa para o mês de março desde 1998. O índice, que subiu em todas as seis regiões, equivale a um contingente de 2,767 milhões de desempregados, 149 mil a mais do que nível apurado em fevereiro.

Para Sérgio Mendonça, supervisor técnico do Dieese, os números são positivos e vieram dentro da expectativa, considerando que o começo do ano quase sempre registra um crescimento na taxa de desemprego após um tradicional aquecimento da economia brasileira no segundo semestre.

"Mesmo com o aumento do desemprego, continuo com uma visão otimista. A situação melhorou e estamos em patamares menores quando comparados com outros anos. Tudo leva a crer que será assim ao longo de 2010. Teremos um bom ano para mercado de trabalho", avaliou Mendonça, que espera que a taxa de desemprego volte a cair a partir de maio. Os maiores avanços no mês passado ocorreram nas cidades de Salvador e São Paulo, onde as taxas, na comparação mensal, passaram de 18,8% para 19,9% e de 12,2% para 13,1%, respectivamente. Já no Distrito Federal e Belo Horizonte, o aumento foi menos intenso. No DF, a taxa saltou de 14,1% para 14,7%, enquanto na capital mineira o indicador saiu de 9,7% para 10,2%. Em Porto Alegre (9,6% para 9,8%) e Recife (19% para 19,3%), por sua vez, o índice teve uma leve oscilação para cima. O nível de ocupação, em março, recuou 0,8% nas seis regiões pesquisadas, com a eliminação de 137 mil postos de trabalho. O total de ocupados foi estimado em 17,423 milhões para uma População Economicamente Ativa (PEA) de 20,190 milhões.

No recorte por setores, o nível ocupacional recuou nos Serviços, que cortou 115 mil vagas, no Comércio, que eliminou outros 55 mil postos e no agregado de Outros Setores, que acabou com 19 mil empregos. Por outro lado, a Indústria abriu 31 mil vagas e a Construção Civil outras 21 mil.

O rendimento médio real dos ocupados no país, em fevereiro, ficou praticamente estável, em R$ 1,274 mil. No caso dos assalariados, houve uma queda de 0,7%, para R$ 1,340 mil.

(Fernando Taquari | Valor)

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