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28/04/2010 - 14h44

Espanha entra na roda dos ratings rebaixados e afeta bolsas europeias

SÃO PAULO - A Standard & Poor´s (S & P) voltou a assustar os mercados com um novo rebaixamento de rating soberano, o terceiro em apenas dois dias. Desta vez, a vítima foi a Espanha.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,30%, para 5.587 pontos; em Paris, o CAC 40 perdeu 1,50%, para 3.787 pontos; e em Frankfurt, o DAX recuou 1,22%, para 6.084 pontos.

Um dia depois de rebaixar a nota de Portugal e Grécia, colocando esta última na categoria dos"junk bonds", a S & P cortou o rating de longo prazo da Espanha de AA+ para AA. A perspectiva é negativa, o que implica a possibilidade de novo rebaixamento.

Segundo a agência, a atividade econômica espanhola pode passar por um período de maior apatia do que o previsto inicialmente."Projetamos agora que o crescimento real do PIB ficará em média de 0,7% ao ano em 2010-2016, ante a expectativa anterior de se situar acima de 1% ao ano no mesmo período." A bolsa espanhola sentiu os efeitos da decisão da S & P. O Ibex 35 desabou 2,99%, para 10.167 pontos. Entre as empresas do país, as ações do banco BBVA caíram 4,8% e a seguradora Mapfre derreteram 6,8%.

O novo rebaixamento ocorre justamente no dia do encontro entre o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, a chanceler alemã Angela Merkel e o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, sobre o apoio financeiro à Grécia.

Na tentativa de persuadir os relutantes políticos alemães com relação a ajudar Atenas, Strauss-Kahn tem a companhia do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

Segundo fontes do governo alemão, a ajuda à Grécia poderá alcançar US$ 120 bilhões, distribuídos ao longo de três anos. Até agora, o que está confirmado é um pacote de US$ 45 bilhões, com recursos dos governos da Europa e do FMI.

A Alemanha pode aprovar o empréstimo aos gregos em 7 de maio, se Atenas concluir o quanto antes suas conversas com o FMI e a União Europeia. A porta-voz do Ministério das Finanças da Alemanha, Jeanette Schwamberger, disse que a legislação para liberar a contribuição alemã de cerca de 8,4 bilhões de euros (US$ 11 bilhões) pode passar pelas duas casas do parlamento dentro de uma semana.

Entre os balanços do dia, as ações da Shell subiram 2,3% após a companhia petroleira reportar lucro de US$ 5,481 bilhões, 57% maior que no primeiro trimestre de 2009.

A gigante farmacêutica GlaxoSmithKline teve leve ganho de 0,25% depois de apresentar lucro de 1,34 bilhão de libras (US$ 2,0 bilhões) no trimestre, ligeiramente acima dos US$ 1,13 bilhão de libras de um ano antes.

(Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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